O mais recente produto de poupança do Estado português teve um início marcante. No seu primeiro mês de comercialização, em julho, os portugueses aplicaram cerca de 297,7 milhões de euros nos novos Certificados do Tesouro Série 5, avança o Governo português em comunicado.
Segundo os dados divulgados pelo Executivo, aproximadamente 8.300 aforristas subscreveram o novo produto de dívida pública, registando um valor médio de subscrição de 28,2 mil euros. O lançamento impulsionou ainda o alargamento da base de investidores em Portugal, motivando a abertura de 602 novas contas e elevando o número total de aforristas no país para cerca de 982 mil.
Como funcionam os Certificados do Tesouro?
Destinados exclusivamente à poupança das famílias, os Certificados do Tesouro (CT) Série 5 trazem alterações significativas na forma de rentabilização do capital:
- Taxas fixas e crescentes: Ao contrário de produtos indexados, a taxa de juro é fixa e conhecida no momento do investimento, aumentando progressivamente ao longo de um prazo máximo de 10 anos até atingir 3,35% no último ano;
- Proteção contra mercados: O aforrista garante uma remuneração previsível, ficando protegido de eventuais quedas nas taxas de juro de mercado durante o período de detenção;
- Investimento mínimo: O valor mínimo para subscrição é de 1.000 €.
A subscrição pode ser feita presencialmente nos balcões dos CTT - Correios de Portugal e nos Espaços Cidadão, ou ainda por via digital através da plataforma AforroNet e dos canais do Banco de Investimento Global (BiG).
Qual a diferença em relação aos Certificados de Aforro?
A principal distinção entre os dois produtos da dívida pública reside na forma de cálculo dos rendimentos:
- Certificados de Aforro: A taxa de juro é variável, sendo revista trimestralmente em função da evolução da Euribor, à qual acrescem prémios de permanência;
- Certificados do Tesouro: A taxa é 100% fixa e garantida desde o primeiro dia, aumentando a cada ano.