Os Certificados de Aforro vão oferecer uma rentabilidade superior durante o mês de agosto. A taxa de juro base aplicável às novas subscrições sobe para 2,474%, acima dos 2,356% praticados em julho, aproximando-se do limite máximo permitido para este produto de poupança do Estado, avança o ECO.
A atualização significa que quem subscrever Certificados de Aforro durante o mês de agosto poderá beneficiar de uma remuneração mais elevada, tornando este um dos produtos de poupança mais atrativos para quem procura segurança e capital garantido.
Nova taxa entra em vigor nas subscrições de agosto
De acordo com a informação divulgada, a taxa de juro base para as subscrições realizadas em agosto será de 2,474%. A remuneração dos Certificados de Aforro da Série F continua a depender da Euribor a três meses, estando limitada a uma taxa máxima de 2,5%.
Os Certificados de Aforro podem ser subscritos com um investimento inicial mínimo de 100 €, sendo uma das opções de poupança mais acessíveis para os particulares.
O que são os Certificados de Aforro?
Os Certificados de Aforro são instrumentos de dívida pública através dos quais os cidadãos particulares emprestam dinheiro ao Estado em troca do pagamento de juros.
Segundo a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), estes produtos destinam-se exclusivamente a pessoas singulares, não podendo ser transmitidos a terceiros, salvo em caso de falecimento do titular.
Além disso, o capital investido é integralmente garantido pelo Estado, um dos principais motivos pelos quais continuam entre os produtos financeiros preferidos das famílias portuguesas.
Como são calculados os juros?
A taxa de juro base varia mensalmente em função da Euribor a três meses, não podendo ultrapassar os 2,5% nem ser inferior a 0%.
Ao longo do tempo, os aforradores beneficiam ainda de um prémio de permanência, que aumenta a remuneração do investimento:
- 0,25% entre o 2.º e o 5.º ano;
- 0,50% entre o 6.º e o 9.º ano;
- 1,00% no 10.º e 11.º ano;
- 1,50% no 12.º e 13.º ano;
- 1,75% no 14.º e 15.º ano.
Os juros são pagos trimestralmente e são automaticamente capitalizados, permitindo que os rendimentos gerem novos rendimentos ao longo do tempo.
Onde podem ser subscritos?
Os Certificados de Aforro da Série F podem ser subscritos através de vários canais:
- Balcões dos CTT;
- Espaços Cidadão;
- Plataforma AforroNet para utilizadores registados;
- Canais digitais do Banco de Investimento Global (BiG) e respetiva aplicação.
É possível resgatar o dinheiro?
O resgate pode ser efetuado a partir do terceiro mês após a subscrição. No entanto, para não se perder os juros entretanto acumulados, é aconselhável que o levantamento seja realizado apenas após a data do primeiro vencimento de juros.
Com a subida da taxa para 2,474%, os Certificados de Aforro reforçam a sua posição como uma das alternativas de poupança de menor risco disponíveis em Portugal, especialmente para quem privilegia a segurança do capital e uma remuneração indexada à evolução das taxas de juro.