Android 13 apertará o cerco às apps instaladas de fontes desconhecidas

Carlos Oliveira
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A Google prepara um novo ataque às aplicações instaladas fora das lojas de aplicações reconhecidas com o lançamento do Android 13. O seu novo sistema operativo trará regras mais apertadas para aplicações provenientes de fontes desconhecidas.

A próxima versão do Android será mais cautelosa na concessão de permissões a estas aplicações. O objetivo é travar a propagação de malware pelos smartphones e barrar o acesso a informações pessoais dos utilizadores.

Apps de fontes desconhecidas terão menos permissões com o Android 13

As novidades que a Google prepara para o Android 13 não acabarão com fenómeno da instalação de aplicações provenientes de fontes desconhecidas. O objetivo é apenas limitar as permissões que as mesmas podem adquirir após a sua instalação em qualquer smartphone.

Android 13

Em rigor, a Google barrará o acesso destas apps a quaisquer permissões relacionadas com as opções de acessibilidade do smartphone. Para a Google, este é o meio mais utilizado pelas aplicações maliciosas para comprometer os dados dos utilizadores.

Todavia, haverá um método que permitirá o acesso a estas permissões para o caso de o utilizador ter confiança plena na aplicação instalada. Para isso, haverá uma pequena caixa de diálogo, com a descrição "Permitir configurações restritas", para conceder permissões de acessibilidade.

Importa, desde já, alertar para a possibilidade de aplicações maliciosas poderem explorar este método para aceder às permissões desejadas. Estas poderão utilizar métodos alternativos para ludibriar os utilizadores a carregarem neste botão.

Estas limitações não serão aplicadas caso o utilizador instale uma app de outra loja de aplicações que não a Play Store. Ou seja, se descarregares uma aplicação da Aptoide ou da Amazon App Store, estas restrições não se aplicarão.

A Google estará convencida de que as aplicações presentes nestas lojas possuem algum nível de segurança. Para serem aceites terão de ser submetidas a algum nível de escrutínio.

Aliás, o exemplo vem de dentro. A Play Store não permite aplicações que utilizem serviços de acessibilidade dos smartphones a menos que sejam muito bem fundamentadas.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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