Se andas um pouco cansado do ambiente no X (antigo Twitter) e da invasão de perfis falsos, há um novo projeto que promete agitar as águas. Chama-se W, é uma rede social totalmente europeia e acabou de entrar em fase de testes públicos (beta).
Criada pela tecnológica sueca W Social, esta plataforma nasce com a missão de dar ao Velho Continente uma alternativa forte, segura e livre da dependência tecnológica dos gigantes dos EUA e da China, especialmente depois do X ter sido investigado em França por alegadas condutas criminosas.
Uma rede social onde os dados ficam na Europa
Ao contrário das grandes tecnológicas que todos conhecemos, a W foi criada para jogar estritamente pelas regras europeias. Mas o que é que isto significa?
- Soberania total: A sede, os servidores e os centros de dados estão todos localizados em solo europeu.
- Controlo acionista: Apenas cidadãos ou entidades europeias podem ter ações da empresa.
- Financiamento limpo: O modelo de negócio assenta em publicidade que respeita a Lei de Serviços Digitais (DSA) da UE e em micropagamentos dos utilizadores.
A nível técnico, podes esperar algo muito semelhante à Bluesky. Isto porque a W utiliza o mesmo AT-Protocol, um protocolo descentralizado e de código aberto que dá muito mais controlo ao utilizador sobre o que vê.
O fim dos bots: Queres publicar? Tens de provar que és humano
A grande bandeira da W é o combate implacável aos bots e às contas falsas geradas por inteligência artificial. A mecânica da plataforma é simples, mas eficaz:
Podes ler tudo o que quiseres sem te registares, uma vez que as publicações são públicas por defeito. No entanto, se quiseres publicar mensagens ou interagir com outros utilizadores, tens de validar a tua identidade.
Esta verificação é feita através de uma aplicação independente que assegura que és uma pessoa real, sem nunca comprometer os teus dados privados. Além disso, a rede vai dar prioridade e maior destaque a quem usar o nome verdadeiro, deixando os perfis anónimos para segundo plano.
Os líderes políticos já aderiram em força
O projeto foi apresentado inicialmente no Fórum de Davos e já conta com o apoio de peso das maiores figuras políticas da União Europeia. Nomes como Ursula von der Leyen, Christine Lagarde e o português António Costa já têm conta oficial na plataforma. Aliás, Costa estreou-se na rede destacando precisamente o facto de os dados estarem protegidos na Europa e de ali as conversas poderem ser "mais humanas".
Este lançamento surge numa altura em que Bruxelas está a acelerar várias leis para dar autonomia à Europa na computação em nuvem, cibersegurança e semicondutores.
Resta agora saber se a W vai conseguir convencer o utilizador comum a mudar de poiso. Vais dar uma oportunidade a esta nova rede? Entretanto, eu já me inscrevi!
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