The Mummy A Múmia
The Mummy – A Múmia

A Universal Pictures criou o projecto Dark Universe com a pretensão de reunir as personagens do cinema de terror mais populares nas décadas de 1930 e 1940. Os monstros e seus respectivos filmes vão estar ligados entre si, e o primeiro a chegar às salas de cinemas é “A Múmia”.

Desta “A Múmia” o mais empolgante foi a promessa de todo um novo universo de filmes, “negros”. O Dark Universe deve contar também com a Noiva de Frankenstein agendada para 2019, com o Homem invisível, o Lobisomem, o Drácula, o Fantasma da Ópera e até o Corcunda de Notre-Dame. Relativamente ao segundo filme sabe-se que o actor Javier Bardem vai interpretar a personagem Frankeinstein e Angelina Jolie a sua companheira. Destaca-se ainda o actor Johnny Depp como o Homem Invisível e Russel Crowe como Dr. Jekyll.

Sobre o filme “A Múmia”

A Múmia conta-nos uma história que já todos conhecemos. Há séculos atrás, a princesa da Mesopotâmia de nome Ahmanet invoca o Deus da morte, Set, a divindade com cabeça de chacal, para por fim à vida do faraó (o seu pai), e ao seu sucessor e com isso governar o mundo. Ahmanet é interrompida e como consequência é mumificada viva e aprisionada dentro de um túmulo. Esta é a personagem principal de “A Múmia”.

O local- a prisão – é posteriormente descoberto por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson) ladrões de artefactos antigos que estavam nessa região à procura de novas raridades. Ao seu lado, e em conjunto com a investigadora e arqueóloga Jenny Halsey (Annabelle Wallis) visitam o túmulo, a mais recente-descoberta arqueológica até ao momento, mas Nick desperta acidentalmente Ahmanet, que elege Nick para receptáculo humano do Deus Set, ritual que só pode ser concluído com a adaga de Set.

A presença do actor Tom Cruise  em “A Múmia” foi um factor decisivo para ver o filme, dado que teve que repensar numa nova abordagem e estratégia quanto à sua actuação já que se trata de um filme que se concentra mais na temática de horror movie, no entanto, nos primeiros minutos do filme vi-me a aguardar impacientemente que o actor se apercebesse que se enganou no filme e voltasse para a missão impossível. Este não é definitivamente um filme de Tom Cruise!

Percebe-se que a Universal Pictures procure actores bastantes conhecidos para atrair e incentivar os espectadores a conhecerem uma nova e recente temática, mas é preciso ter um melhor juízo crítico. As críticas não são de todo positivas…e entendo perfeitamente o porquê. Sentimos que Tom Cruise não coloca todo o seu talento ou empenho neste personagem principal de “A Múmia”.

O destaque do filme reside mais na apresentação e consolidação dos monstros. Se o filme for pensado como uma parte de uma nova antologia, “A Múmia”  enfrenta vários problemas como ponte para uma nova antologia que acaba por não assumir uma identidade própria. Como esquecer os filmes anteriores? Como construir uma nova saga? Uma tarefa nada fácil.

O director Alex Kurtzman revela ter uma grande capacidade para inserir os efeitos especiais, e construir o filme com alguma intensidade e diversão. No entanto, a escolha dos actores não foi a mais feliz, em algumas cenas o actor Tom Cruise parece estar fora do contexto. Os momentos de humor e de acção não articulam com a temática e o enredo do filme.

Dr Jekyll and Mr Hyde em “A Múmia”

O mesmo também se sente com Russel Crowe que parece desconectado da história do filme ao acrescentar mais detalhes sobre o futuro e pouco sobre a mitologia. E para além desses pontos, a personagem interpretada por Sofia Boutella, a múmia, tem uma enorme potencialidade e uma boa caracterização mas surge discretamente. Sentimos ainda que está presa ao guião do filme que ao contrario do que o nome indica não lhe dá a devida importância. Uma boa – ou mesmo excelente – antagonista para o nosso herói de pouca fibra.

Para além destes problemas, o guião em si revelou-se ser bastante limitado para a potencialidade de actores que a equipa reuniu. A promessa e a antecipação era enorme. O resultado…um filme em que Tom Cruise não se consegue despir dos seus “ares de grandeza”. Serei apenas eu a sentir isto?

Mais seriedade para a próxima, Tom Cruise

O início é de uma seriedade que nos prende à cadeira com Russel Crowe a provar que é um ótimo ator. Contudo, finda a introdução, todo o clima que tinha sido brilhantemente construído pelo “eterno Gladiador” é imediatamente desconstruído por Tom Cruise neste remake de “A Múmia” onde o melhor ainda foram os trapos. Esperei, durante toda a restante duração do filme que este recuperasse o ímpeto inicial. Esperei em vão.

Esperemos que os próximos filmes que este “A Múmia” deixa antever se portem melhor, ou que pelo menos se dispam do ar infantil… E tu, já tiveste oportunidade de ver este filme? Depois da intensa companha de marketing e publicidade em torno de “A Múmia” será difícil não ouvir falar no filme.

Infelizmente, o melhor ainda é o trailer. A súmula dos melhores momentos do filme. As promessas. O início de uma nova antologia. Até mesmo uma sequela para esta “A Múmia”? Qual a vossa opinião?

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