
Depois do sucesso que teve no mercado chinês com os seus carros elétricos, a Xiaomi vai aventurar-se agora em outros mercados. A Europa será a primeira região a receber os bólides, de acordo com o anúncio feito por Lu Weibing, presidente da marca, na edição da IFA desta ano que está agora a decorrer em Berlim.
A estratégia: enfrentar os gigantes do setor no seu próprio terreno
A decisão de entrar primeiro no mercado europeu faz parte da visão da marca de "enfrentar primeiro os desafios mais difíceis". Ao disputar a preferência dos consumidores num mercado exigente e dominado por marcas como Mercedes-Benz, BMW, Volkswagen, Renault e Stellantis, a Xiaomi pretende consolidar a sua maturidade antes de avançar para outras regiões mundiais.
E a marca chinesa está a apostar em três argumentos distintos para se diferenciar da concorrência europeia:
- A proposta do ecossistema "carro + ecossistema completo", ou seja, a conexão plena entre smartphones e dispositivos da marca, pode apresentar-se como principal fator diferencial;
- Reconhecimento da engenharia e do nível de acabamento dos modelos elétricos;
- Mais de 90% dos europeus já conhecem a Xiaomi, e mais de 40% dos potenciais clientes alemães já expressaram uma opinião positiva sobre os automóveis da empresa.
Adaptação local e P&D em Munique
Para garantir uma integração perfeita às exigências do continente, a Xiaomi opera há dois anos um centro de Investigação e Desenvolvimento (P&D) em Munique, com uma equipa composta por engenheiros provenientes das grandes construtoras europeias.
A marca está a adaptar os seus modelos às especificidades locais, com modificações orientadas para:
- Velocidades superiores a 200 km/h para responder às autoestradas alemãs;
- Capacidade de reboque, uma exigência comum no mercado europeu;
- Resistência a climas extremos, desde o inverno rigoroso no norte ao calor do sul da Europa;
- Sistemas de navegação otimizados para lidar com a diversidade de regras de trânsito, idiomas e uma rede de carregamento elétrico transfronteiriça.
Para já, estas foram as informações reveladas pela Xiaomi. A marca apenas avançou que a entrada no mercado europeu será feita em 2027, mas não especificou quais são os primeiros países a receber os elétricos nas suas estradas.
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