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Xiaomi: Europa vai ser a porta de entrada para os carros elétricos em 2027

A Xiaomi prepara a expansão internacional dos seus automóveis elétricos e escolheu a Europa como a primeira paragem global. O anúncio foi feito durante a IFA 2026 em Berlim, durante o qual foram reveladas algumas estratégias para aplicar já em 2027.

Xiaomi SU7 Ultra

Depois do sucesso que teve no mercado chinês com os seus carros elétricos, a Xiaomi vai aventurar-se agora em outros mercados. A Europa será a primeira região a receber os bólides, de acordo com o anúncio feito por Lu Weibing, presidente da marca, na edição da IFA desta ano que está agora a decorrer em Berlim.

A estratégia: enfrentar os gigantes do setor no seu próprio terreno

A decisão de entrar primeiro no mercado europeu faz parte da visão da marca de "enfrentar primeiro os desafios mais difíceis". Ao disputar a preferência dos consumidores num mercado exigente e dominado por marcas como Mercedes-Benz, BMW, Volkswagen, Renault e Stellantis, a Xiaomi pretende consolidar a sua maturidade antes de avançar para outras regiões mundiais.

E a marca chinesa está a apostar em três argumentos distintos para se diferenciar da concorrência europeia:

  • A proposta do ecossistema "carro + ecossistema completo", ou seja, a conexão plena entre smartphones e dispositivos da marca, pode apresentar-se como principal fator diferencial;
  • Reconhecimento da engenharia e do nível de acabamento dos modelos elétricos;
  • Mais de 90% dos europeus já conhecem a Xiaomi, e mais de 40% dos potenciais clientes alemães já expressaram uma opinião positiva sobre os automóveis da empresa.

Adaptação local e P&D em Munique

Para garantir uma integração perfeita às exigências do continente, a Xiaomi opera há dois anos um centro de Investigação e Desenvolvimento (P&D) em Munique, com uma equipa composta por engenheiros provenientes das grandes construtoras europeias.

A marca está a adaptar os seus modelos às especificidades locais, com modificações orientadas para:

  • Velocidades superiores a 200 km/h para responder às autoestradas alemãs;
  • Capacidade de reboque, uma exigência comum no mercado europeu;
  • Resistência a climas extremos, desde o inverno rigoroso no norte ao calor do sul da Europa;
  • Sistemas de navegação otimizados para lidar com a diversidade de regras de trânsito, idiomas e uma rede de carregamento elétrico transfronteiriça.

Para já, estas foram as informações reveladas pela Xiaomi. A marca apenas avançou que a entrada no mercado europeu será feita em 2027, mas não especificou quais são os primeiros países a receber os elétricos nas suas estradas.

Mónica Marques
Mónica Marques
Mónica Marques é redatora no 4gnews e, ao longo de mais de duas décadas de experiência, já cobriu várias edições do Mobile World Congress e IFA. Assinou centenas de análises detalhadas a smartphones, smartwatches, ecossistemas de smart home e gadgets que podem melhorar a tua rotina.