Um voo da EasyJet com destino ao Reino Unido foi obrigado a fazer um desvio imprevisto para Roma nas últimas horas. O motivo? Um carregador portátil (ou powerbank) não só estava ligado como a carregar dispositivos eletrónicos dentro de uma mala no porão. Esta é uma violação clara das regras internacionais de segurança aérea.
O voo EZY2618, que ligava Hurghada, no Egito, a Londres, foi assim obrigado a aterrar na capital italiana como medida de "precaução" após o alerta a bordo.
Manobra 36 mil pés de altitude
Os dados da plataforma FlightRadar24 revelam a rapidez da operação, tal como avança a BBC. A aeronave voava a uns estáveis 36.000 pés de altitude sobre o Mar Adriático quando realizou uma curva acentuada à esquerda. O avião acabou por aterrar no Aeroporto de Roma 20 minutos depois.
A decisão de desviar a rota partiu do comandante, "em conformidade com as normas de segurança", logo após o passageiro ter informado a tripulação de que o dispositivo tinha ficado ligado na bagagem de porão e a carregar equipamentos eletrónicos.
Apesar do susto e do aparato, confirmou-se mais tarde que o carregador portátil não chegou a sofrer nenhuma avaria ou sobreaquecimento.
O perigo das baterias de iões de lítio
As restrições das companhias aéreas a estes equipamentos dispararam a nível global. O motivo está diretamente relacionado com o risco de desbocamento térmico ou thermal runaway. Tudo porque as baterias de iões de lítio podem incendiar-se ou explodir se sofrerem um curto-circuito ou sobreaquecimento. No porão, um foco de incêndio é muito mais difícil de detetar e combater do que na cabine.
Por esta razão, as companhias aéreas assim como as entidades oficiais internacionais de aviação têm regras claras sobre o transporte de equipamentos eletrónicos, categoria em que estão inseridas as powerbanks.
Especificamente no caso da EasyJet, as regras ditam que estes carregadores portáteis apenas podem ser transportados na bagagem de mão. O seu uso a bordo é estritamente proibido; assim, as powerbanks têm de ser transportadas desligadas e, obviamente, sem estarem a carregar outros dispositivos durante o voo.
A conhecida companhia aérea permite ainda que cada passageiro leve consigo, no máximo, duas porwebanks que não devem exceder os 160 watts-hora (Wh). Os carregadores devem também estar protegidos individualmente na embalagem de origem ou dentro de um saco de plástico.
