Vem aí o Wi-Fi. Mas quais são as diferenças entre Wi-Fi 5, 6 e 7?

Mónica Marques
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Atualmente, no mercado temos o Wi-Fi 5 e o Wi-Fi 6, mas a chegada do processador MediaTek Dimensity 9200 trouxe um novo padrão: o Wi-Fi 7.

Entre tanto protocolo diferente para o mesmo objetivo de ligações sem fios mais estáveis e rápidas, quais são as diferenças entre todos estes padrões de Wi-Fi? Nós explicamos tudo.

Wi-Fi 5 chegou no longínquo ano de 2013

Wi-Fi
O padrão Wi-Fi 7 deverá começar a fase de massificação em 2024 Crédito@GerdAltmann/Pixabay

O Wi-Fi 5, ou 802.11ac, foi lançado em 2015. Consigo trouxe uma largura de banda de radiofrequência mais ampla, especificamente de até 160 MHz. Trouxe também uma velocidade de transmissão de dados de até 1,73 Gbps, além de ter melhorado a taxa de transferência da rede Wi-Fi.

Mas o Wi-Fi 5 peca por ser suportado apenas por equipamentos a operar na banda de 5 GHz, não sendo utilizado por terminais que estejam na frequência de 2,4 GHz.

Por outras palavras, o padrão Wi-Fi 5 veio melhorar a taxa de transmissão e otimizar a experiência de download para os utilizadores. No entanto, todas as melhorias registam-se apenas no downlink, não alterando em nada o uplink.

Wi-Fi 6 opera em duas frequências e responde às necessidades dos utilizadores corporativos

O Wi-Fi 6 foi apresentado em 2018 e encontra-se em plena fase de massificação, uma vez que são já bastantes os equipamentos disponíveis no mercado com suporte para este padrão.

Uma das vantagens deste padrão é que tanto opera na frequência de 2,4 GHz, como na faixa de 5 GHz. Por outro lado, as melhorias para os utilizadores são evidentes visto que regista um aumento de quatro vezes na largura de banda de rede, sendo que aumenta também em quatro vezes o número de utilizadores a usar a rede em simultâneo.

Já no que respeita a velocidade de rede, o Wi-Fi 6 não terá grande impacto no universo de utilizadores “domésticos”. Na realidade, um utilizador que queira transformar o seu lar numa casa inteligente pode fazê-lo com o padrão Wi-Fi 5.

Mas quando se trata de utilizadores corporativos, o caso muda de figura. Muitas empresas precisam de redes de 10 Gigabits ou mais, além de que à partida vão ter muitos mais equipamentos ligados à sua rede Wi-Fi do que um utilizador doméstico em sua casa. Nesse sentido, precisam do padrão Wi-Fi 6.

Saliente-se que aqui temos de referir também o padrão Wi-Fi 6E. Na realidade, este protocolo acrescenta a frequência de 6 GHz, o que resulta em menos interferência e uma velocidade mais rápida.

Próximo passo: Wi-Fi 7

E eis-nos chegados ao mais recente padrão Wi-Fi 7 que será a próxima evolução neste padrão de comunicações sem fios. O protocolo está agora a dar os primeiros passos e o novo processador Dimensity 9200 da MediaTek que inclui suporte para Wi-Fi 7 colocou este tema nos assuntos do dia.

O Wi-Fi opera nas três frequências, ou seja, 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz. De acordo com os especialistas da área, a missão deste novo padrão é fornecer velocidades elevadas para cada equipamento com uma maior eficiência.

Na prática, espera-se que o Wi-Fi 7 seja 4,8x mais rápido que o protocolo anterior, assim como tenha uma latência significativamente menor e ofereça 5x mais capacidade de rede.

Está ainda a dar os primeiros passos, mas é expetável que em 2024 tenha uma presença relevante em vários equipamentos móveis que estejam na altura disponíveis no mercado. Se queres saber mais informações sobre este novo padrão, consulta o artigo que fizemos sobre Wi-Fi 7.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira. Email:monicamarques@4gnews.pt