A Motorola está a preparar uma nova abordagem aos smartphones dobráveis. Uma patente recentemente descoberta descreve um equipamento flexível capaz de funcionar como smartwatch e smartphone dobrável, alternando entre os dois formatos conforme a necessidade do utilizador.
O registo foi descoberto pelo leaker @xleaks7 e mostra um dispositivo com um ecrã flexível. Quando usado como relógio, o equipamento curva-se à volta do pulso, mantendo o ecrã voltado para o exterior.
Motorola imagina um celular que também é smartwatch
No modo smartwatch, as duas extremidades do dispositivo ficam unidas através de ímãs. O sistema permite ainda ajustar o tamanho da estrutura para diferentes utilizadores, funcionando de forma semelhante a uma pulseira.
Quando o utilizador retira o dispositivo do pulso, pode esticá-lo para obter um formato mais próximo do de um smartphone dobrável.
A patente descreve ainda uma terceira possibilidade. As duas partes do dispositivo podem ser separadas e depois unidas lado a lado, criando uma proporção de ecrã mais próxima da de um smartphone tradicional.
Na prática, a proposta da Motorola é transformar o mesmo equipamento num smartwatch quando está no pulso e num smartphone dobrável quando é necessário um ecrã maior.
Resolver limitações de smartphones e smartwatches
A ideia tenta resolver algumas das limitações dos dois tipos de dispositivos. Os smartphones dobráveis, como os modelos da linha Razr da Motorola, conseguem ocupar menos espaço quando estão fechados, mas continuam a exigir um bolso ou outro local para serem transportados.
Os smartwatches, por outro lado, estão sempre acessíveis no pulso, mas têm uma limitação evidente: o tamanho reduzido do ecrã. Isso limita também a utilização de aplicações e determinadas tarefas que são mais simples de fazer num smartphone.
O conceito patenteado pela Motorola procura eliminar esta escolha. Em vez de transportar dois dispositivos, o utilizador teria um único equipamento capaz de assumir os dois formatos.
O conceito enfrenta vários desafios
Apesar de a ideia ser interessante, existem obstáculos técnicos consideráveis. Um dispositivo com vários painéis e mecanismos de dobragem pode ser mais espesso e pesado do que um smartwatch convencional. No pulso, essas características podem tornar-se especialmente incómodas durante uma utilização prolongada.
Com o próprio ecrã também se colocam questões sobre resistência e durabilidade. Um sistema que precisa de dobrar, curvar-se à volta do pulso e depois assumir uma configuração de smartphone está sujeito a diferentes tipos de esforço mecânico.
E o principal desafio é que no formato de smartphone forneça a experiência mais aproximada possível que o utilizador tem com um modelo convencional. O mesmo desafio coloca-se quando este dispositivo se transformar em smartwatch.
Para já estamos no campo dos conceitos. Mas se a Motorola conseguir superar os desafios técnicos e de utilização, este pode ser um caminho inovador não só para o futuro dos smartphones dobráveis da marca como também para os smartwatches.

