Para passar à frente da Apple com o lançamento do primeiro iPhone dobrável, a Samsung apresentou o seu novo formato de dobrável em julho deste ano com o Z Fold 8. O estilo “passaporte”, como foi apelidado, não estreou nos dispositivos da marca sul-coreana, mas sim com o Huawei Pura X Max.
No entanto, a chegada deste formato ao portfólio da Samsung, que domina as vendas no mercado de dobráveis, trouxe mais holofotes para este novo estilo, que já deveria ter sido experimentado e estar no mercado há muito tempo. Afinal, o passaporte resolve alguns dos maiores problemas dos dobráveis estilo livro que a indústria de tecnologia tem lançado na última década.
Falo isto porque, além de acompanhar as análises de criadores de conteúdo e jornalistas, pude testar o Galaxy Z Fold 8 durante uma semana, tempo suficiente para me conquistar com o seu novo tamanho que, diferente de outros dobráveis da Samsung que testei nos últimos anos (Z Fold 6 e Z Fold 7), traz mais conforto na utilização diária e uma proporção que é a mais próxima do ideal para consumir conteúdo multimédia e de leitura.
Menor e mais largo: o que muda com o formato passaporte
Se não acompanhaste o lançamento do Z Fold 8, o básico que precisas de saber para entender este novo formato é que ele é menor do que os smartphones dobráveis no estilo livro — aqueles que se abrem lateralmente — e, ao mesmo tempo, mais largo.
Quando o ecrã está fechado, o novo formato passaporte resolve um dos meus principais problemas com os ecrãs dos Z Fold de anos anteriores: a experiência prejudicada por um ecrã alto, mas muito fino. Isto dificultava, por exemplo, a escrita, afinal, o teclado reduzia significativamente o tamanho das teclas. A proporção do ecrã externo também não era a mais adequada para visualizar vídeos.
Com o novo formato passaporte, o ecrã externo do Z Fold 8 traz uma experiência muito agradável para escrever. Isto porque ele é mais largo e as teclas ficam com um tamanho adequado para responder a mensagens rápidas sem precisar de abrir o dispositivo e usar o seu ecrã interno.
Fechado, o Z Fold 8 também traz uma proporção que vai agradar a utilizadores que sentem falta de smartphones menores. Usando apenas uma mão, fica muito mais fácil alcançar todos os pontos do ecrã. Na minha experiência, a sensação foi como usar um iPhone 13 mini, só que com um corpo mais largo.
É ótimo para ler mensagens rápidas, verificar e-mails e, abrindo-o parcialmente em V, como uma “tenda”, dá para deixá-lo na mesa a exibir um conteúdo multimédia enquanto fazes outra coisa.
O ecrã interno finalmente aproveita melhor os vídeos
Apesar de ser muito confortável quando fechado, quem compra um smartphone dobrável como este tem os olhos voltados para o ecrã interno.
No Z Fold 8, a proporção de 4:3 deixa o ecrã interno num formato semelhante ao de um tablet, diferente da de outros smartphones como o Z Fold 7 ou o novo Z Fold 8 Ultra, que ficam mais próximos de um formato quadrado quando abertos.
Por se aproximar mais do formato de um tablet — como um iPad Mini —, o consumo de vídeos no YouTube ou streamings ficou muito melhor no Z Fold 8, que, graças ao novo formato, traz muito menos barras pretas na parte superior e inferior do conteúdo reproduzido.
Nos smartphones dobráveis no estilo livro anteriores, como o Z Fold 6 e o Z Fold 7, havia muita perda no aproveitamento do ecrã quando o dispositivo era usado para assistir a vídeos na vertical. Para melhorar esse aproveitamento no consumo de conteúdos em vídeo, era necessário virar o aparelho para utilizá-lo na horizontal.
No entanto, mesmo na horizontal, havia casos em que o formato do vídeo não ajudava e podia continuar a apresentar barras pretas gigantescas.
Com a proporção mais retangular do Z Fold 8, tive uma experiência melhor para assistir a séries e vídeos do que em qualquer outro dobrável deste estilo. As barras pretas não desapareceram, mas ficam consideravelmente menores ao simplesmente abrir o dispositivo.
É isso que um utilizador procura num dobrável. Pode utilizá-lo como se fosse um smartphone comum quando está fechado, mas, ao deparar-se com um vídeo ou imagem que merece ser visto com mais detalhes, pode aproveitar o ecrã interno para ver esse conteúdo expandido.
Como já mencionado, isso não acontecia ao abrir um Z Fold dos anos anteriores, em que os vídeos na horizontal ficavam num tamanho semelhante ao de um smartphone convencional com ecrã de 6,7 ou 6,9 polegadas.
A leveza também faz diferença na hora de ler
Além do maior aproveitamento do ecrã, outro destaque positivo deste dobrável para quem busca entretenimento é a sua leveza. Não consegui jogar por muito tempo, mas aproveitei o período de testes com o Z Fold 8 para leitura.
Para ler e-books, coloquei o smartphone na vertical, deixando-o mais fácil de segurar e com uma experiência semelhante à de um Kindle. Mesmo após horas de leitura, o dispositivo não ficou pesado na mão, algo que costuma acontecer com muitos tablets — mesmo os menores.
A evolução de que os dobráveis precisavam
A impressão que fica do Z Fold 8 é muito positiva justamente por conta do novo estilo passaporte, que é uma evolução de que os dobráveis deste tipo precisavam. Esse formato torna a utilização muito mais prática, tanto aberto quanto fechado, além de ser mais fácil de segurar e mais agradável para assistir a conteúdos.
Podes conferir mais sobre as especificações, além de outros pontos positivos e negativos do Z Fold 8, na análise do 4gnews:
Em Portugal, o Galaxy Z Fold 8 tem o preço sugerido de 2.069,91 €, mas já pode ser encontrado na Amazon a um valor reduzido na versão de 512 GB:
