Os dobráveis já deixaram de ser apenas uma experiência. Modelos como os Galaxy Z Fold 8 e Z Flip, Google Pixel Fold e o Motorola Razr ajudaram a tornar este formato muito mais comum, e as novas gerações continuam a melhorar a resistência.
Ainda assim, há uma diferença importante: o ecrã tem de dobrar. A própria Google explica que os painéis flexíveis são mais macios do que os ecrãs tradicionais. Por isso, mesmo num dobrável recente, há cuidados que não convém ignorar.
E se tens um destes smartphones, alguns são particularmente importantes.
Nunca retires o película do ecrã interior
Este é provavelmente o erro mais fácil de cometer.
O plástico que parece estar colocado sobre o ecrã interior pode dar a ideia de ser apenas uma película convencional, mas não deve ser tratado dessa forma. Tanto a Samsung como a Google aconselham a não retirar a película pré-instalada.
Também não é boa ideia colocar uma película de marcas desconhecidas sem verificar primeiro se é compatível e aprovada para aquele modelo. Se começares a notar bolhas, descolamento ou danos na película, o mais seguro é contactar a assistência da marca em vez de a removeres em casa.
Areia e dobráveis não são bons amigos
Praia, areia e smartphones nunca foram uma combinação perfeita, mas num dobrável há ainda mais razões para ter cuidado.
Pequenos grãos podem ficar no ecrã ou junto à dobradiça. A Google recomenda especificamente verificar se existem partículas como areia ou sujidade antes de fechar o equipamento.
Isto significa que levar um dobrável para a praia não é propriamente proibido. Só tens de ter atenção redobrada: não o pousar diretamente na areia e limpar qualquer partícula antes de o fechar.
Olha para o ecrã antes de o fechares
Parece um cuidado exagerado até ao dia em que alguma coisa fica no meio. A Samsung alerta para objetos como moedas, cartões ou chaves entre as duas metades do smartphone. Ao fechar o equipamento, toda a pressão acaba concentrada naquele objeto e pode danificar o painel interior.
O mesmo se aplica a partículas mais pequenas. Antes daquele gesto automático de fechar o smartphone, vale a pena confirmar que não ficou nada no meio.
Cuidado até com as unhas
Num smartphone convencional provavelmente nunca pensaste duas vezes antes de carregar no ecrã com a unha. Num dobrável, convém perder esse hábito.
A Google recomenda evitar o contacto do painel flexível com unhas e objetos afiados, enquanto a Samsung alerta para não exercer pressão excessiva sobre o ecrã.
Não significa que tenhas de usar o smartphone como se fosse feito de papel. Basta usar os dedos normalmente e evitar pressionar ou raspar o painel interior.
Não forces a dobradiça
Um dobrável foi desenhado para abrir e fechar milhares de vezes, mas apenas na direção para a qual a dobradiça foi concebida.
Se sentires uma resistência anormal, não forces. Primeiro verifica se existe alguma sujidade ou objeto a impedir o movimento. A Samsung também alerta explicitamente para não tentar dobrar os seus equipamentos no sentido contrário.
Uma dobradiça que deixa de funcionar normalmente é um bom motivo para procurar assistência, não para descobrir quanta força aguenta.
Resistência à água não significa que podes esquecer os cuidados
Aqui é importante verificar o modelo específico, porque a proteção contra água e poeiras varia bastante entre gerações e fabricantes.
Mesmo quando existe certificação IP, resistência à água não significa que o equipamento seja completamente à prova de água. A Google, por exemplo, explica que essa resistência pode diminuir com o desgaste normal.
Por isso, piscina, mar e banhos continuam a ser situações desnecessariamente arriscadas para um equipamento que pode custar bem acima dos 1.000 euros.
Uma capa continua a ser um excelente investimento
Uma boa capa não protege apenas a traseira. Num dobrável pode ajudar a proteger também as laterais e, dependendo do modelo, a própria dobradiça.
O importante é escolher uma capa criada especificamente para aquele equipamento, que não coloque pressão sobre o ecrã ou interfira com o mecanismo de abertura.
E esta preocupação torna-se ainda mais relevante com equipamentos cada vez mais finos. Basta olhar para a evolução da categoria e para as diferenças entre o Galaxy Z Fold 8 e o Fold 7.
