
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | OLED, 1,43 polegadas |
| Resistência à água | IP68 |
| Compatibilidade | Android 12 ou superior |
| Autonomia | Até 13 dias |
| Peso | 40 gr |
Foi no ano passado que a Motorola regressou ao mercado de smartwatches. O regresso foi feito através do modelo Moto Watch Fit que se caracterizava por ser modesto nos recursos, bom na autonomia e com um preço mais acessível.
Este ano, a marca volta a apostar neste mercado com o novo Moto Watch. Mas será que o novo smartwatch apresenta novos argumentos e também melhores? Testei durante as últimas semanas o Moto Watch e agora partilho contigo a experiência.
Design, conforto na utilização e ecrã

Ainda que o mostrador redondo confira uma sensação de “grande e pesado”, o Moto Watch regista na balança singelos 40 gramas sem bracelete. Este “peso pluma” torna-o muito confortável de usar, tanto à noite como na prática de exercício físico. A certificação IP68 dá-lhe a resistência à água necessária para que ninguém se preocupe com os pingos de suor ou uma queda acidental dentro do preciso líquido.
O design é sóbrio e discreto e faz lembrar, pelo menos a mim, o Samsung Galaxy Watch7. Ainda que o mostrador redondo seja generoso e mais adequado a um pulso maior, o design discreto, ajudado pela bracelete em silicone, torna-o adequado a ser usado em qualquer ocasião. Não apaixona à primeira vista, mas a sua discrição versátil é de louvar.
O ecrã OLED de 1,4 polegadas tem um tamanho generoso com o mostrador redondo a ajudar na experiência de boa visualização. Este smartwatch conta com ajuste de brilho automático que funciona bem. No entanto, quando chega ao exterior, demora algum tempo a ajustar-se a lidar com tanta luz. Fá-lo e cumpre bem com a função, mas não é algo que aconteça de imediato. Um ponto que pode ser melhorado no futuro.
Desporto e saúde

O Moto Watch é fruto de uma parceria da Motorola com a Polar, o que trouxe alguns benefícios. Por exemplo, o recurso de saúde “recarga noturna”. Esta funcionalidade analisa o sistema nervoso autónomo do utilizador durante o sono para mostrar como o corpo recuperou dos treinos. Na prática, fornece pontuações e informações detalhadas para ajudar-nos a perceber o nosso nível de energia para esse dia e também para nos ajudar a dormir melhor na noite seguinte. O recurso funciona bem e é útil; dei comigo a consultar estas informações durante o pequeno-almoço para me preparar para o dia.
O novo smarwatch da Motorola é modesto nos modos de treino contando com 10 opções. Mas acaba por surpreender: é que, além dos modos populares de caminhada e corrida, inclui ioga e badmington. No que respeita à experiência de exercício no exterior, o Moto Watch vai registar na app e mostrar-te no ecrã as métricas essenciais ao exercício: distância percorrida, calorias queimadas, velocidade média, frequência cardíaca média, entre outras.

Este smartwatch está também equipado com um GPS de dupla frequência, mas aqui registei alguma inconsistência. Alguma demora a conectar-se com o sistema de satélites quando chegava à rua e, nas minhas caminhadas, por duas vezes, perdeu mesmo a ligação. Não afetou as restantes métricas captadas, ou seja, número de passos, distância, etc, mas se eu estivesse num local que não conhecesse, também eu teria ficado “desligada” geograficamente. Este é um ponto a melhorar, possivelmente com uma atualização de software. Valia mesmo a pena.
Em resumo, ainda que faça uma monitorização de saúde e treino precisas, os recursos que tem são os mais comuns e, nesse sentido, a rival Huawei consegue ter mais variedade até com a sua Band 11 Pro.
Autonomia e carregamento

É neste ponto que o Moto Watch se destaca. A marca anuncia uma autonomia de até 13 dias, numa utilização típica. Pois bem, eu consegui 11 dias seguidos sem o ligar à tomada. Ainda que tivesse o modo Always-On-Display desativado, estava com o ajuste de brilho automático e com a monitorização do oxigénio ligados para funcionamento contínuo. O que afeta diretamente a bateria.
E ainda bem que este smartwatch se aguenta tanto tempo sem ir à tomada. É que carregá-lo na totalidade demora cerca de 90 minutos e terás de fazê-lo com uma base magnética. No entanto, esta base tem pinos e o mostrador do relógio tem de ser colocado numa posição específica para que o carregamento aconteça realmente.
Para quem é o Moto Watch
O Moto Watch da Motorola é uma escolha acertada para quem:
- Dá prioridade à autonomia de bateria;
- Quer um ecrã generoso com boa leitura de dados;
- Prefere um smartwatch leve e confortável;
- Tem orçamentos menos generosos;
- Está a iniciar a utilização diária de um smartwatch.
Não é uma escolha indicada para utilizadores que necessitem de recursos de saúde e desporto avançados, para quem quer um GPS preciso ou para utilizadores que tenham iPhone, já que não é compatível com o sistema iOS.
Conclusão

Com o Moto Watch a Motorola mostra que o seu regresso ao mercado de smartwatches está mesmo pautado pela filosofia “menos é mais”, à semelhança do que já acontecia com o Watch Fit Pro. O novo Moto Watch destaca-se pela sua autonomia acima da média, ao aguentar mais de uma semana. O ecrã, redondo e generoso, também fornece uma boa experiência de visualização enquanto o seu “peso pluma” torna-o um dos modelos mais confortáveis de usar.
Faz uma boa monitorização das métricas e a parceria com a Polar trouxe o recurso “recarga noturna” que é de louvar pela sua utilidade. Do outro lado da moeda, o GPS tem espaço para melhorar, devia ter compatibilidade com iOS para conquistar mais utilizadores e podia também ser mais rico em modos de treino. O preço de 99 € faz com que seja um dos modelos mais acessíveis do mercado e é por aí que o Moto Watch conquista.
