Foi há bem pouco tempo que assistimos ao lançamento da série Samsung Galaxy S26, mas já vamos ouvindo rumores do que pode vir a ser o Galaxy S27. Uma das primeiras informações que temos é relativa ao ecrã.
Um novo relatório da indústria sugere que a Samsung poderá começar a optar por painéis OLED da marca chinesa BOE, pelo menos no modelo padrão do Galaxy S27 (via Gizmochina).
Por cada ecrã, 5 dólares poupados
Estima-se que a adoção desta estratégia permite à Samsung poupar até cerca de 5 dólares por cada ecrã de telemóvel. Ou seja, cerca de 4,30 euros. Note-se que, por regra, os telemóveis da Samsung operam com ecrãs fabricados pela própria Samsung Display.
Se olharmos ao valor unitário, pode parecer insignificante. Contudo, a verdade é que se somarmos isto aos milhões de modelos de telemóveis da Samsung, ao redor do mundo, acaba por fazer alguma diferença sob o ponto de vista financeiro.
Fica é por esclarecer se o fornecimento de painéis por parte da BOE aconteceria como substituição ou complemento. Há também relatórios que sugerem que a Samsung poderá fabricar telemóveis com os dois tipos de ecrãs. A marca sul-coreana costuma apresentar ecrãs de excelência, pelo que é bom que a tradição seja mantida, já que downgrades são sempre mal vistos.
É assim tão importante reduzir os custos de produção?
Efetivamente, faz sentido que as marcas hoje em dia vão cortando onde podem, ao nível dos custos de produção. Isto porque, atualmente, atravessa-se um período de crise na memória RAM, o que tem sido extensível a todo o setor tecnológico.
Essa crise faz, naturalmente, com que os preços aumentem. Por isso, até é compreensível a jogada da Samsung. Sinceramente, acredito que, mesmo que o faça, não vai ser isso que vai ajudar ou prejudicar nas vendas.
O histórico recente mostra-nos que, na hora da verdade, o nome da marca tem um peso tremendo. Muito mal se falou da série Galaxy S26, da estagnação na bateria, mas... as vendas da série Galaxy S26 até superaram as da série Galaxy S25.
O Samsung Galaxy S27 só deve ser lançado em inícios de 2027. Até lá, como se costuma dizer na gíria popular portuguesa, "ainda muita água vai correr por debaixo da ponte".
