O Ministério do Ambiente e Energia confirmou hoje a abertura das candidaturas ao programa Mobilidade Verde, financiado pelo Fundo Ambiental. A dotação desta fase é de 10 milhões de euros, correspondente a metade dos 20 milhões autorizados para 2026, e as candidaturas estão disponíveis na plataforma do Fundo Ambiental.
A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, deixou a garantia ainda antes da abertura: "Estamos a reforçar o apoio a quem opta por soluções de mobilidade mais sustentáveis. Este incentivo contribui para reduzir as emissões, diminuir a dependência de combustíveis fósseis e acelerar a transição energética em Portugal."
A data limite para candidaturas é 27 de julho às 17h59, mas o prazo pode fechar antes caso os incentivos se esgotem. E o historial não deixa dúvidas: na fase anterior, em dezembro de 2025, os apoios para carros elétricos esgotaram em poucas horas. Quem está interessado não deve esperar.
Retroatividade: quem comprou desde janeiro de 2025 pode candidatar-se
Uma das novidades mais relevantes desta fase é a retroatividade. Estão elegíveis os veículos adquiridos desde 1 de janeiro de 2025, o que significa que quem comprou eléctrico no ano passado ou no início de 2026 e ficou de fora de fases anteriores pode agora apresentar candidatura, desde que cumpra os critérios definidos.
O que está abrangido
O programa de incentivos não se limita aos carros elétricos. Além dos ligeiros de passageiros, os apoios abrangem:
- Bicicletas de carga
- Bicicletas elétricas
- Motociclos elétricos
- Ciclomotores elétricos
- Triciclos elétricos
- Quadriciclos elétricos
- Outros dispositivos de mobilidade pessoal elétricos
- Bicicletas convencionais
- Carregadores para veículos elétricos
No caso dos automóveis ligeiros de passageiros, mantêm-se as regras das edições anteriores: o veículo tem de ser novo, ter um preço máximo de 38.500 euros e exige-se o abate de um veículo a combustão com mais de 10 anos. Para particulares, o apoio pode chegar aos 4.000 euros.
Quem ainda tem dúvidas sobre se deve dar o salto para a mobilidade elétrica existem alguns argumentos que ainda travam a decisão de comprar um eléctrico em Portugal.
