
No mercado atual de smartphones, há algumas tendências que vamos observando. Baterias cada vez maiores, aposta crescente em modelos dobráveis e modelos com design ultrafino, por exemplo.
Ora, a Xiaomi (pelo menos para já) ainda não tem capacidade para lançar um telemóvel ultrafino. E não é uma suposição, é mesmo algo que a própria Xiaomi já referiu.
Não consegue... ou não vale a pena?
Quem falou sobre o tema foi o próprio presidente da Xiaomi, Lu Weibing. Este explica que a escolha de um design ultrafino implica concessões de engenharia que poderiam prejudicar a duração da bateria e o seu desempenho (via Phone Arena).
Ou seja, no limite, até poderia dar para ter um smartphone ultrafino. O problema é que, para isso acontecer, outras características essenciais do smartphone sairiam prejudicadas. Características essas que costumam ser das principais "bandeiras" dos telemóveis da Xiaomi.
O presidente da Xiaomi admite que a marca chegou a considerar um telemóvel do género, mas acabou por cancelar. Seria um concorrente direto de modelos populares como o iPhone Air e o Samsung Galaxy S25 Edge, por exemplo.
E é realmente uma perda para a Xiaomi?
Se virmos bem as coisas, pode acabar por nem ser algo mau para a Xiaomi. Isto porque as performances de vendas do iPhone Air e do Samsung Galaxy S25 Edge não foram nada animadoras.
No caso da Samsung, por exemplo, a marca investiu bastante no marketing deste telemóvel, como sendo algo diferenciador do mercado, mas a verdade é que provavelmente já nem vamos ver a segunda geração, que seria o Galaxy S26 Edge.
Enquanto utilizador, confesso: não gosto de telemóveis "grosseiros", mas também não tenho particular entusiasmo pelos ultrafinos. Entendo o buzz à volta disso e até já se fala no iPhone Air 2 da Apple, mas acredita que será sempre um produto de nicho. Ou pelo menos que nunca chegue às massas, com o mesmo impacto de um iPhone 17.
