Todos conhecemos aquela sensação de olhar para o painel do carro com o coração nas mãos ao avistar uma caixa cinzenta na berma da estrada. Mas a verdade é que os radares mudaram. E mudaram muito. A tecnologia saltou das autoestradas para a segurança de grandes áreas, e o que ela consegue fazer hoje deixa qualquer câmara de vigilância tradicional a parecer um brinquedo antigo.
Segundo a Executive Digest, a Axis Communications acabou de lançar dois novos modelos de radares (o D2122-VE e o D2123-VE) que não querem saber a que velocidade conduzes. O objetivo deles é outro: proteger perímetros industriais, centrais elétricas e grandes propriedades. Esquece aquela imagem pixelizada das câmaras normais quando começa a chover ou quando o nevoeiro aperta. Estes novos radares usam ondas de rádio para ignorar o mau tempo e criar um mapa em tempo real de tudo o que mexe.
Cem alvos na mira e zero falsos alarmes
O grande segredo por trás disto não é só o alcance, que chega a cobrir impressionantes 30 mil metros quadrados num ângulo de 270 graus, mas sim o cérebro do sistema. Equipados com um novo chip de inteligência artificial (o ARTPEC-9), estes radares conseguem detetar, classificar e seguir até 100 pessoas ou veículos ao mesmo tempo. Ele sabe perfeitamente distinguir se o que se está a mover a 140 metros de distância é um intruso ou apenas um cão vadio.
Quem trabalha na área da segurança sabe perfeitamente que o maior pesadelo são os falsos alarmes. Uma rajada de vento mais forte, um ramo que abana ou uma tempestade e o sistema dispara um aviso. Com esta nova geração, isso acabou. O radar deteta a ameaça e orienta automaticamente uma câmara com zoom para o local exato. O alerta só chega ao operador se ambos, radar e câmara, concordarem que há mesmo um problema. É a tecnologia a trabalhar para que ninguém perca tempo com fantasmas.
Vigilância invisível que nunca dorme
No fundo, estamos a entrar numa era onde a escuridão total já não esconde nada. Quer esteja um dilúvio ou uma noite sem luar, este sistema mapeia a área com uma precisão cirúrgica. Para as empresas que gerem infraestruturas críticas, isto significa cortar custos com rondas desnecessárias e ter a certeza absoluta de que, se o alarme soar, é porque algo real está a acontecer. Os radares deixaram de ser apenas os vilões das multas para se tornarem nos guardiões mais eficazes do mercado.
