Ao comprar através dos nossos links, podemos receber uma comissão. Saiba como funciona.

Nunca foi tão perigoso publicar selfies nas redes sociais

Uma foto tua publicada no Instagram pode ser suficiente para um criminoso aceder à tua conta bancária. Chama-se selfie spoofing e a IA tornou-o acessível a qualquer burlão.

Adicionar 4gnews como fonte preferida
selfiescomia
Imagem gerada por IA | ChatGPT

O esquema já não é novo, mas a evolução da IA tornou-o muito mais perigoso. Os criminosos usam fotografias públicas das redes sociais para criar identidades falsas capazes de enganar sistemas de reconhecimento facial, incluindo os utilizados por aplicações bancárias e serviços digitais para confirmar que és mesmo tu. Uma única imagem em boa resolução pode ser suficiente.

A técnica, conhecida como selfie spoofing, é particularmente eficaz em plataformas que pedem apenas uma selfie estática ou um vídeo curto para verificar a identidade. Com as ferramentas de IA disponíveis hoje, criar um rosto animado e convincente a partir de uma fotografia estática deixou de exigir conhecimentos técnicos avançados.

Não é só a cara que está em risco

A IA consegue criar um clone vocal convincente a partir de apenas três segundos de áudio, retirado de um vídeo no Instagram, de uma mensagem de voz num grupo de WhatsApp ou de qualquer publicação com som. Combinados, rosto e voz sintéticos permitem construir uma identidade falsa suficientemente convincente para enganar tanto sistemas automatizados como pessoas.

Hoje, o problema vai muito além de simples recolhas de dados. Existem agentes autónomos de IA a analisar redes sociais em tempo real para encontrar potenciais vítimas, criar perfis extremamente detalhados e adaptar burlas à medida de cada pessoa. Já não falamos de mensagens genéricas: os esquemas usam o teu nome, os teus gostos e até detalhes da tua vida pessoal para parecerem credíveis.

O que podes fazer

As recomendações dos especialistas são simples mas eficazes. Tornar os perfis de redes sociais privados reduz significativamente a exposição. Não usar a mesma fotografia em plataformas diferentes, especialmente nas que envolvem dados financeiros, dificulta o cruzamento de informação. Ativar a autenticação em dois fatores em todas as contas acrescenta uma camada de proteção que a biometria facial sozinha já não garante.

Os sistemas de verificação mais seguros exigem hoje que o utilizador fale, se movimente ou realize acções específicas durante a autenticação, precisamente porque a IA ainda tem mais dificuldade em replicar movimento em tempo real do que uma imagem estática.

A selfie que publicaste hoje pode não parecer um risco. Mas fica guardada, indexada e disponível para quem souber onde procurar.

Samsung Galaxy S26
Samsung Galaxy S26 câmara 50 MP, 12 GB RAM, bateria 4300 mAh, resistência IP68
849,00 €Amazon
999,00 €-15%
Miguel Vieira
Miguel Vieira
Redator no 4gnews com formação em Programação e Multimédia. Cobre tecnologia, gaming e mobilidade elétrica, com presença em eventos como a Web Summit, Lisboa Games Week, ECarShow e SAHE.