Ativar a autenticação em dois passos (também conhecida por autenticação de dois fatores) é das melhores coisas que podes fazer pela segurança das tuas contas, sobretudo numa altura em que as burlas estão mais sofisticadas a cada dia que passa.
Ainda assim, nem todos os métodos protegem da mesma forma. Há três opções principais, e a escolha certa depende do que estás a proteger.
SMS
Recebes um código por mensagem sempre que inicias sessão. É simples, funciona em qualquer telemóvel e não precisas de instalar nada.
O ponto fraco está no próprio número. Se alguém conseguir que o operador lhe emita um duplicado do teu cartão SIM (fraude conhecida por SIM swapping), como vários clientes suspeitam estar a acontecer na DIGI, essa pessoa passa a receber os teus códigos.
E se te consgeuirem 'convencer' a dar o código, o SMS não impede nada. Das três, é a mais fraca mas também a mais popular. Porém, tem em mente quea proteção que oferece é mesmo muito baixa.
Aplicação de autenticação
Uma app, como o Google Authenticator, o Microsoft Authenticator ou o Aegis, gera um código novo a cada 30 segundos. Não depende da rede, e por isso não é afetada pelo SIM swapping.
Tem dois limites. Um site falso pode pedir-te o código e usá-lo logo. E se perderes o telemóvel sem backup, perdes acesso às contas. Guarda os códigos de recuperação num sítio seguro.
Chave de segurança física
É a mais forte. Trata-se de um pequeno dispositivo, USB ou NFC, que ligas ao computador ou encostas ao telemóvel.
Só funciona no site verdadeiro, por isso o phishing deixa de resultar. Chaves como a YubiKey, por exemplo, rondam os 35 euros e convém ter duas, uma de reserva.
O primeiro passo para quem ainda não tem o 2FA implementado, é fazê-lo no e-mail, que é o 'cérebro' da tua atividade online.
É ele que recupera todas as outras contas. Depois faz o mesmo no teu banco (há muitas apps que não permitem), no gestor de palavras-passe e também nas redes sociais.
Outra dica que deves ter presente é guardar sempre os códigos de recuperação. Ficar sem acesso à conta é, muitas vezes, pior do que o problema que querias evitar.