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Privacidade? Parece que essa palavra não existiu em 2018!

Desde roubo de cartões de crédito a trabalhos de hacking massivos, 2018 foi considerado um dos piores anos a nível de fugas de informação.

Não estamos a falar de um simples leak de specs, falamos mesmo de ataques e ciber-crimes que afetaram tanto empresas como consumidores o ano passado.

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De acordo com Daniel Markuson, mais de mil milhões de pesssoas tiveram os seus dados comprometidos de uma forma ou outra em 2018. Markuson é um especialista em privacidade digital da NordVPN.

Até as maiores empresas são vulneráveis nestes campos

Como consumidores, é difícil sabermos quais as empresas em que podemos confiar com os nossos dados. Afinal, fugas de informação e ataques de hacking são repentinos e não temos os controlar, apenas prevenir.

Alguns dos passos recomendados é providenciar as empresas com o mínimo de informação possível. Quanto menos informação cederes, menos pode ser roubada. Alterar as passwords para algo único e complexto também ajuda. As publicações nas redes sociais também são uma fonte de informação que pode ser usada contra ti.

Estes são algumas das dicas que podem ser interpretadas como óbvias mas talvez a maioria não as execute. Seja como for, as fugas de informação acontecem e aqui temos uma lista de algumas dessas fugas, de acordo com a análise de Markuson:

British Airways – 380 mil utilizadores

Em primeiro lugar, os atacantes tiveram acesso a nomes, moradas, e-mails e informações de pagamento. Entre Agosto e Setembro cerca de 380 mil transações foram interceptadas. De acordo com Markuson, “os atacantes encontraram uma falha na página de reservas e colocaram código malicioso de forma a redirecionar os dados para o seu servidor.”

Google+ – 500 mil utilizadores

Em segundo lugar, a tentativa de rede social da Google viu os seus dias contados quando foi descoberto um bug que ninguém notou durante 3 anos. Esse bug comprometeu meio milhão de contas, a quais programadores de terceiros tiveram acesso. Escusado será dizer que a Google aproveitou para fechar a rede social de vez para consumidores.

Uber – 57 milhões de utilizadores

Em terceiro lugar, a empresa de transportes afirmou que que atacantes roubaram os dados de consumidores e condutores. Nomes, números de telefone bem como informação pessoal de condutores foi obtida. Na sequência desse ataque, a Uber ainda pagou aos atacantes numa tentativa de apagar os dados roubados.

Facebook – 147 milhões de utilizadores

Começou em Março de 2018 com 50 milhões de utilizadores. O escândalo da Cambridge Analytica representou um ano terrível para a maior rede social do mundo. Subsequentemente outro bug expôs os dados de 90 milhões e em Setembro de outros 7 milhões.

MyFitness Pal – 150 milhões de utilizadores

A famosa aplicação de nutrição e exercício afirmou no início de 2018, que informações relativas a 150 milhões de contas tinham sido reveladas. Contudo, a empresa foi rápida a notificar os seus utilizadores, apenas 4 dias depois.

Twitter – 330 milhões de utilizadores

O Twitter passou despercebido mas não se safou. Foi admitido pela plataforma um erro de segurança causou a exposição de palavras-passe de cerca de 330 milhões de contas.

O que podemos fazer?

Com este tipo de fugas de informação é normal que cada vez mais empresas como NordVPN tenham aderência. Os VPN (Virtual Private Network) são basicamente uma “camuflagem” que te ajudam a preservar a privacidade na internet ou a aceder a conteúdos bloqueados por localização.

Em conclusão, a grande verdade é que a partir do momento em que nos ligamos à internet, o conceito de privacidade rapidamente se torna nulo. Resta a cada um de nós tomar as devidas precauções como acima referido. Todavia, mais uma vez, a internet deu-nos acesso a tudo mas por outro lado “tudo” tem acesso a nós.

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