A Mercedes-AMG acaba de aumentar a família do novo GT Coupé de 4 portas com uma versão de entrada. Chama-se Mercedes-AMG GT 53 e, apesar do número mais baixo, continua a apresentar números dignos de um verdadeiro AMG.
Estamos perante um modelo totalmente elétrico com dois motores, tração integral AMG Performance 4MATIC+, 544 cv e 800 Nm de binário. Mas há um detalhe que o distingue imediatamente das versões mais potentes: a Mercedes decidiu dar-lhe o som de um verdadeiro motor de seis cilindros.
É elétrico, mas podes ouvir um verdadeiro AMG de seis cilindros
Não se trata simplesmente de um efeito sonoro criado num computador. Segundo a Mercedes-AMG, a marca utilizou como referência o motor de 3,0 litros e 6 cilindros em linha do anterior Mercedes-AMG E 53 Coupé.
O motor real foi gravado em 16 posições diferentes de microfones, tanto no interior como no exterior, e foram realizadas mais de 100 medições acústicas para digitalizar o seu comportamento.
No modo AMGFORCE Sport+, o GT 53 reproduz depois esse som de acordo com aquilo que o carro está a fazer. A experiência inclui ainda mudanças simuladas, interrupções momentâneas na entrega do binário e até a possibilidade de utilizar as patilhas atrás do volante como se existisse uma caixa convencional.
Ou seja, debaixo do capô não está um seis cilindros. São os dois motores elétricos que movem o carro, mas a experiência sonora foi criada a partir de um motor AMG verdadeiro.
É uma abordagem semelhante à que a Mercedes já adotou nas versões mais potentes GT 55 e GT 63, embora nesses modelos seja recriado o som de um V8. Aliás, já tínhamos falado sobre este sistema do Mercedes-AMG GT elétrico.
544 cv, mas a autonomia impressiona ainda mais
O GT 53 utiliza um motor elétrico em cada eixo, que em conjunto desenvolvem 400 kW (544 cv). A potência contínua é de 270 kW (367 cv) e o binário máximo chega aos 800 Nm.
Segundo os dados oficiais, os 0 aos 100 km/h demoram 3,9 segundos a partir do repouso. A Mercedes também anuncia 3,5 segundos utilizando o método “1-foot rollout”, no qual os primeiros 30,48 centímetros não entram na medição.
A velocidade máxima está limitada a 230 km/h, passando para 250 km/h com o AMG Driver's Package.
Na traseira existe ainda uma transmissão de duas velocidades, enquanto o motor dianteiro pode ser desligado quando não é necessário. Esta solução permite ao carro circular apenas com o motor traseiro em determinadas situações para poupar energia.
A bateria tem 106 kWh de capacidade útil e arquitetura de 800 V. Os números provisórios da Mercedes apontam para um consumo entre 15,6 e 18,5 kWh/100 km e uma autonomia combinada entre 682 e 809 km no ciclo WLTP, dependendo da configuração.
E é no carregamento que os números começam a tornar-se realmente interessantes. A potência máxima DC chega aos 600 kW e, num carregador compatível, a Mercedes afirma ser possível passar dos 10 aos 80% em aproximadamente 11 minutos.
No caso específico do GT 53, a marca anuncia ainda a recuperação de até 534 km de autonomia WLTP em apenas 10 minutos. Naturalmente, estes valores dependem de condições ideais e de um posto capaz de fornecer estas potências.
E quanto vai custar em Portugal?
Aqui ainda é preciso esperar. No momento da publicação, a Mercedes-Benz já apresenta o novo AMG GT Coupé de 4 portas elétrico, mas apenas nas versões GT 55 e GT 63. O novo GT 53 ainda não aparece na gama nacional e, por isso, não há neste momento um preço oficial confirmado para Portugal.
Como referência, nos Países Baixos a Mercedes anunciou o início das vendas a 13 de agosto com preços a partir de 119.452 euros, mas a fiscalidade e os preços variam entre mercados, pelo que esse valor não deve ser assumido como o preço português.
Um ponto importante: a própria Mercedes refere que os valores de consumo, autonomia e carregamento do GT 53 ainda são preliminares, uma vez que a homologação europeia definitiva ainda não estava concluída no momento do anúncio.
