Huawei toma novas medidas para contornar as sanções dos Estados Unidos da América

Filipe Alves
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A Huawei continua uma luta ingrata para conseguir contornar os prejuízos das sanções dos Estados Unidos da América. Não tem sido tarefa fácil e temos de dar o valor à fabricante por continuar uma luta que será fácil vencer.

Assim sendo, é bom ver que a Huawei decidiu implementar novas medidas que farão da fabricante menos dependente de outras empresas.

Huawei fabricará os seus processadores

Huawei fábrica de processadores

Ao que parece, a Huawei está prestes a abrir uma nova fábrica para fabricar os seus processadores. Lembro que a Huawei pode desenhar os seus chips, porém, a principal responsável pela construção é a TSMC. A mesma empresa que fabrica os processadores da Apple.

Visto que é um processo complexo, é normal que existam poucas empresas a trabalhar neste segmento. Depois das sanções dos EUA, a Huawei ficou retida do fabrico de processadores da Qualcomm, Samsung e TSMC.

Isto porque o governo norte-americano referiu que todas as empresas (não americanas) que se atrevessem a negociar com a Huawei poderiam sofrer o mesmo caminho. Ou seja, vimos empresas como a TSMC, Samsung ou até MediaTek a baixar as armas.

A nova fábrica não será capaz de fabricar processadores para smartphones. Em vez disso, começarão o seu fabrico com processadores de 48nm e só depois de 20nm. Este tipo de processadores deverá incorporar gadgets IoT (internet das coisas) e ajudar no desenvolvimento da sua tecnologia 5G.

Lembro que os smartphones neste momento começam a receber processadores de 5nm e não será fácil para a Huawei competir com este mercado. Assim sendo, é normal que continue dependente de outras empresas. Pelo menos para já.

Felizmente já temos uma luz ao fundo do túnel. Isto porque a Qualcomm tem agora a possibilidade de renegociar com a Huawei. Algo que não se esperava que acontecesse enquanto o Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda estivesse no poder.

As eleições dos próximos dias para Presidente dos Estados Unidos da América é mais importante que nunca para a Huawei. Se o Donald Trump voltar a ganhar, é possível que estejamos perante mais 4 anos de sofrimento para a Huawei.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.