Huawei prepara-se para quebra superior a 70% já em 2021

Rui Bacelar
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A Huawei estará a preparar-se para expedir apenas 50 milhões de smartphones em 2021. A ser verdade, registaria uma quebra de 74% face ao valor já que colocou no mercado durante o ano de 2020. As más notícias, contudo, não se ficam por aqui.

De acordo com um novo relatório da publicação sul-coreana TheElec, a gigante chinesa estará a planear cortar a produção de telemóveis para valores até há pouco tempo impensáveis. Em 2019 a Huawei colocou 240 milhões de smartphones no mercado.

Huawei prepara-se para uma quebra de 74% nos smartphones

Telemóvel Huawei P40

A fonte supracitada referiu que a tecnológica terá partilhado as suas previsões com vários fornecedores de componentes sul-coreanos que fizeram chegar essa informação à publicação. Durante 2020 a empresa deve mover 190 milhões de unidades.

A Huawei surpreendeu recentemente o mundo ao tornar-se na maior fabricante de smartphones durante o segundo trimestre de 2020, passando a Samsung durante esse período. O sucesso, momentâneo, deveu-se à rápida recuperação do mercado interno da China face aos rigores impostos pela pandemia COVID-19. Nesse mesmo período, a Samsung tremeu na Europa, nos EUA e demais mercados.

Colocando os valores em perspetiva, a marca colocou no mercado mais de 55 milhões de smartphones durante o segundo trimestre de 2020. Em 2021, a previsão agora apontada refere cerca de 50 milhões de smartphones, durante os quatro trimestres.

Os efeitos do bloqueio imposto pelos EUA

A Huawei está a sofrer as várias sequelas das sanções impostas pelo governo norte-americano, impedindo-a não só de usar os serviços Google nos seus novos dispositivos, mas também barrando o acesso a vários componentes norte-americanos.

Mais recentemente, Washington visou impedir a TSMC e demais fabricantes de chips, de produzirem os processadores Kirin da Huawei, obrigando-a a procurar novos parceiros de produção. Entretanto, o stock atual de componentes está a esgotar-se.

Isto levou a que a Huawei colocasse no mercado novos smartphones, sem serviços Google e com processadores MediaTek, sendo exemplo disso o Huawei Y9. Para a fabricante chinesa restam poucas parceiras, podendo-se seguir a SMIC, já na mira dos EUA.

Entretanto, as principais rivais da Huawei não perdem tempo em reclamar para si a quota de mercado da Huawei na Europa. Algo sustentado pelas previsões da Strategy Analytics para 2021, prevendo o crescimento da Samsung, Apple e Xiaomi.

As tensões entre os Estados Unidos da América e a China não dão sinais de abrandar, com a instabilidade económica a fazer-se sentir no mercado mobile. Algo que poderá colocar a OPPO na disputa pelo lugar da Huawei nos mercados internacionais.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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