
Há algum tempo que me tenho debatido se devo ou não trocar de carro para um 100% elétrico. Principalmente desde que comecei a testar alguns dos carros elétricos mais populares como o Renault 5 ou o Tesla Model 3 ou mesmo o mais acessível e citadino BYD Dolphin Surf. Mas esbarro sempre numa realidade: não tenho possibilidade de carregar em casa.
Como trabalho a partir de casa, carregar no trabalho também não é opção. E como moro num prédio num segundo andar sem garagem e fazer uma puxada pela janela é ilegal, nem me passa pela cabeça fazer isso. Logo por aí torna-se bem menos atrativo porque se perde bastante na questão da poupança.
Carregar em casa compensa pelo fator poupança
Isto porque, pela minha experiência, carregar na rua é bem mais caro do que carregar em casa e perde-se o fator poupança. Além disso, como trabalho em casa, muitas vezes também implicaria deslocações propositadas até um carregador próximo. Ainda que o preço seja mesmo o fator mais inibidor, nesse caso.
Se carregasse em casa, nem se poria a questão. Bastar-me-ia escolher qual o carro que mais se adequava às minhas necessidades e avançaria para a compra. Mesmo que fosse um citadino acessível com pouca autonomia como o Dacia Spring, para 95% das vezes seria suficiente. Excluía-se, claro, as viagens mais longas.

Carregamentos fora de casa são caros mas cada vez mais rápidos
Essa é, na verdade, a única vez onde é plausível carregar fora de casa. E embora a infraestrutura ainda precise de evoluir, começa a ser cada vez mais comum termos carregadores ultrarrápidos em autoestrada, com cada vez mais carregadores de 400 kW disponíveis em muitas áreas de serviço.
Se estás a pensar comprar carro elétrico e não podes carregar em casa nem no trabalho, deves pensar se é a melhor opção para ti. Porque talvez ainda não seja o momento certo para fazer a transição para um 100% elétrico e deves procurar alternativas.
