Preencher declarações relacionadas com um imóvel está prestes a dar menos trabalho.
A Autoridade Tributária começou a disponibilizar o pré-preenchimento das declarações de IMI e do Imposto do Selo, uma funcionalidade que aproveita a informação que já existe nas bases de dados das Finanças para preencher automaticamente parte dos campos.
Na prática, sempre que houver informação disponível, o contribuinte deixa de ter de introduzir esses dados manualmente. Ainda assim, continua a ser necessário confirmar que tudo está correto antes de submeter a declaração.
A medida integra o processo de modernização tecnológica da Autoridade Tributária, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e pretende tornar estes processos mais rápidos e reduzir o número de erros.
Menos campos para preencher
Quem já tratou deste tipo de declarações sabe que muitas vezes acaba por repetir informação que o Estado já conhece.
É precisamente isso que muda agora.
Com o novo sistema, vários dados passam a aparecer automaticamente no Portal das Finanças. O objetivo é simplificar o processo e evitar falhas no preenchimento, à semelhança do que já acontece com o IRS Automático.
A digitalização continua
Esta é apenas uma das novidades apresentadas pela Autoridade Tributária no âmbito da digitalização dos impostos sobre o património.
Além do pré-preenchimento das declarações, foram também reforçados os sistemas informáticos e a troca de informação entre diferentes organismos públicos, permitindo que os cidadãos tenham de entregar menos documentos em vários serviços.
No mesmo pacote de medidas foi ainda criado um código técnico associado ao Cartão de Cidadão, pensado para facilitar a comunicação entre entidades públicas sem expor mais dados pessoais do que os estritamente necessários.
A mensagem é clara: as Finanças querem automatizar cada vez mais tarefas e reduzir a burocracia para os contribuintes. O pré-preenchimento das declarações de IMI é mais um passo nessa direção.
