Face ID continua longe do Android devido aos custos de produção

Rui Bacelar
Face ID Android
O Face ID é uma das principais caracteristicas do novo iPhone X

Os método de autenticação biométrica têm evoluído ao longo dos últimos anos. Estes deixaram de se cingir à simples impressão digital para abranger outras características como a Íris ou a nossa cara. Já a Apple, no seu iPhone X, ignorou todas as possibilidades para nos oferecer apenas o Face ID, algo que está a demorar a chegar ao mercado Android.

Não muito tempo depois da apresentação do iPhone X falou-se que o Face ID poderia ser o próximo objetivo das fabricantes Android. Este novo método de autenticação teria se sobreposto à ânsia de colocar um leitor de impressões digitais debaixo do ecrã do smartphone.

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Uma teoria que fazia todo o sentido, não fosse a Apple uma implementadora de modas. Veja-se, por exemplo, a notch. Apesar de todas as críticas aquando do lançamento do iPhone X, são já várias as marcas Android que se preparam para adotar linha estética semelhante.

Isto tudo para atestar o quão influente a empresa de Cupertino consegue ser no mercado. Assim, com a introdução do Face ID, seria uma questão de tempo até que algo semelhante fosse replicado no mundo Android. Porém, se tens estado atento às notícias, sabes que tal ainda não aconteceu. E nem temos informações credíveis de que tal aconteça brevemente.

Podíamos pensar que a Samsung implementasse algo semelhante nos Samsung Galaxy S9 e S9+. Afinal de contas, o reconhecimento facial dos Galaxy S8 era tudo menos seguro. A verdade é que tal não aconteceu, tendo sido apenas introduzida a tecnologia Intelligent Scan. Algo que mistura o leitor de íris e o reconhecimento facial.

O Android ainda está longe de replicar o funcionamento do Face ID da Apple

Mas então porque razão as fabricantes Android ainda não investiram seriamente nesta tecnologia? Esta poderá ser uma das interrogações na tua cabeça chegados aqui. A resposta para tal poderá estar no preço elevado dos componentes necessários ao seu desenvolvimento.

Segundo aquilo que avança agora a Digtimes, o fornecimento destes componentes continua num nível baixo. Isto repercute-se num elevado preço dos mesmos. Alegadamente, os preços variam entre os 30 a 50 dólares por unidade.

Se para o desenvolvimento de um topo de gama este valor possa não parecer muito elevado, o mesmo não se aplica a modelos de gama media. É certo que tal tecnologia apareceria, em primeiro lugar, nos topos de gama e só posteriormente nos gama média. Mas este valor está, aparentemente, a afugentar as tecnológicas.

Será que algum dia veremos um smartphone Android com Face ID? Isso nunca o saberemos até que algum seja devidamente apresentado. A Digitimes crê que o preços dos componentes possam cair caso os iPhone para 2018 possuam esta tecnologia. Veremos o que o futuro nos reserva.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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