zetta

Em 2014 surgiu na nossa vizinha Espanha uma nova empresa tecnológica de nome Zetta, cujo seu principal objetivo parecia ser o desenvolvimento e comercialização de smartphones no seu próprio país. Aquilo a que esta jovem empresa se comprometia era apresentar ao mercado equipamentos com uma qualidade de construção semelhante aos equipamentos da Amerciana Apple, ou seja, qualidade de topo, mas por um preço de venda muito abaixo daquilo que a Apple pratica nos seus equipamentos.

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Porquê estar a fazer a comparação com a gigante Apple em vez de uma outra qualquer marca? Porque era extamente este o termo de comparação que a Zetta utilizava. O primeiro equipamento desta promissora marca chegou ao mercado em meados de 2015 e nos primeiros meses de atividade da empresa, a mesma conseguiu vender 1200 unidades, cujos valores de comercialização não ultrapassavam os 155€.

Contudo, aqueles que começaram a adquirir os equipamentos da Zetta começaram a notar semelhanças estranhamente grandes com os equipamentos da Chinesa Xiaomi e começaram a desconfiar. Não só a qualidade de construção dos equipamentos eram em tudo semelhantes, como até as suas especificações. Pergunto-me se os equipamentos também correm a MIUI. Acontece que quando se investigou a fundo o sucedido, veio-se a concluir que a Zetta poderá ter orquestrado uma das maiores fraudes tecnológicas dos últimos anos. Alguns utilizadores publicaram já fotografias nas quais são visíveis autocolantes nas baterias dos equipamentos em causa que tapavam os números de origem das mesmas.

zetta_bateria

Tudo indica que, na verdade, a empresa tenha adquirido equipamentos da Xiaomi a muito baixo custo e limitava-se apenas a colocar um autocolante com o seu símbolo, uma bolota trincada (veja-se a ironia), em cima do da Xiaomi e vendia-os no mercado como se fossem seus, por preços acima dos praticados pela marca original. Pelo facto do seu símbolo ser uma bolota, já levou a que o caso venha a ser apelidado de “bolotagate”.

xiomi_zetta

Para teres uma noção mais prática do sucedido, tomemos como exemplo o Zetta Conquistador 5.5 Gold. Este equipamento é na verdade o Xiaomi Redmi Note 2, que tem uma preço de comercialização de 160€, mas o Zetta Conquistador era vendido por uns “míseros” 275.95€, ou seja, mais de 100€ acima do valor normal de venda. A imagem anterior dá-te muitos outros exemplos do esquema que vinha a ser usado pela espanhola Zetta.

Todo este aparato já levou ao encerramento da página ofiical da Zetta. Depois do encerramento do seu site, com recurso ao Facebook, os seus responsáveis inicialmente vieram afirmar que tudo não passou de um ataque hacker. No entanto, emitiram já um comunicado a retificar os objectivos da empresa, afirmando agora que se trata de uma empresa pequena, constituída apenas por sete pessoas, e que se limita a revender equipamentos Chineses para o mercado Europeu.

A Zetta, que pelo facto de ter alegado produzir os seus próprios equipamentos em território espanhol, recebeu ajudas estatais na ordem 700.000€ e por isso mesmo está a ser investigada pelo crime de fraude. A confirmarem-se as acusações, a empresa arrisca uma multa milionária. É caso para dizer, quando a esmola é grande, o pobre desconfia.

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Viaelegante
O gosto por tecnologia foi algo que esteve sempre dentro de mim. Com o crescer do mercado dos smartphones, também o meu entusiasmo com os mesmos aumentou. Já nos tempos livres, as séries são o meu principal mata-tempo.