Este é um daqueles cenários muito possíveis de acontecer, especialmente com o verão aí mesmo à porta. Há muitas escolhas possíveis; escolhe a tua: praia, carro estacionado ao sol, almoço na esplanada ou distração. Mas quando, por acaso, mexes no telemóvel, reparas que está quente ao ponto de quase queimar na mão.
Nós sabemos que as temperaturas extremas danificam os equipamentos eletrónicos no geral, mas a verdade é que o calor é um dos inimigos mais silenciosos da bateria do teu smartphone.
O calor não estraga logo o telemóvel, mas vai desgastando
As baterias de iões de lítio, usadas em praticamente todos os smartphones, são sensíveis à temperatura. Segundo fabricantes como a Apple e a Samsung, o funcionamento ideal acontece dentro de uma faixa térmica controlada.
Quando o dispositivo aquece demasiado, começam a acontecer processos internos que aceleram o desgaste químico da bateria. Ou seja, quanto mais vezes expões o telemóvel ao calor extremo, mais rápido a bateria perde capacidade.
O que realmente acontece dentro da bateria
Não precisas de pensar no telemóvel como algo que “queima” por dentro. Com o calor elevado, decorrem três efeitos principais:
- degradação mais rápida da capacidade da bateria
- aumento da resistência interna
- perda gradual de autonomia ao longo do tempo
Ou seja, o telemóvel não deixa de funcionar de um dia para o outro. Vai apenas durando menos ao fim de cada carga.
O que dizem a Apple e a Samsung sobre temperaturas
A Apple recomenda que os iPhones sejam usados entre 0 ºC e 35 ºC. Fora disso, o desempenho pode ser afetado e a bateria pode sofrer danos permanentes se a exposição for prolongada.
A Samsung segue uma lógica semelhante nos seus dispositivos Galaxy, alertando que o uso em ambientes muito quentes pode levar o telemóvel a desligar-se automaticamente e à redução de performance para proteção do hardware.
Os sinais de que o calor já fez estragos
Se deixaste o telemóvel várias vezes ao sol, estes sintomas podem aparecer:
- bateria a descarregar mais rápido
- telemóvel a aquecer facilmente mesmo com uso leve
- redução de performance em jogos ou apps pesadas
- reinícios inesperados
Em muitos casos, o utilizador pensa que a culpa é de uma atualização ou de uma app. Mas o problema pode ser do hardware e vir de um acumular de situações.
O carro ao sol é o pior cenário possível
O interior de um carro fechado ao sol pode ultrapassar facilmente os 50 ºC ou mais. Neste ambiente, o telemóvel não só aquece rapidamente como fica preso numa espécie de efeito estufa. É aqui que muitos danos começam sem ninguém se aperceber.
O que deves fazer se o teu telemóvel aqueceu demasiado
Se apanhaste o telemóvel quente, faz o seguinte:
- retira da luz direta imediatamente
- desliga o dispositivo se estiver muito quente
- remove a capa para ajudar a dissipar calor
- evita carregar enquanto ainda está quente
O carregamento em alta temperatura é uma das situações mais agressivas para a bateria.
O erro mais comum que continua a acontecer
Muita gente faz isto sem saber o impacto: deixar o telemóvel a carregar ao sol ou dentro do carro.
Este cenário combina dois fatores perigosos em simultâneo, que são calor externo e carga elétrica. O resultado é a aceleração do desgaste da bateria.
Então um telemóvel ao sol estraga logo a bateria?
Não, uma exposição curta não vai matar a bateria. O problema é a repetição e os picos de temperatura. O que realmente desgasta o teu smartphone é a soma de pequenos hábitos ao longo do tempo. E o calor é um dos mais subestimados.
Portanto, lembra-te que...
O telemóvel não é feito para viver no bolso quente, no carro ao sol ou em cima da toalha na praia durante horas. A bateria aguenta mais do que parece, mas não é imune (de todo) ao calor. Boas práticas em relação à bateria do teu telemóvel pode significar muito mais tempo de vida útil.
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