Apple Watch leva marca a tribunal por perigo à integridade física do utilizador

Carlos Oliveira
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A Apple vê-se, uma vez mais, a braços com uma ação judicial, desta feita motivada pelo seu relógio inteligente Apple Watch. Os queixosos denunciam um potencial perigo para a sua integridade física provocada pelo envelhecimento do produto.

A ação coletiva foi submetida num tribunal norte-americano, no estado da Califórnia. Em causa, estão ferimentos que alguns utilizadores tiveram após o ecrã do seu Apple Watch se ter levantado ou estilhaçado.

Apple Watch acusado de ser um perigo adormecido para os utilizadores

O rol de queixosos que já subscreveram esta ação coletiva é reduzido, mas os seus autores procuram mais elementos. Serão admitidos indivíduos que detenham um Apple Watch original e até ao Series 6.

No documento levado às instâncias judiciais pode ler-se: "Os ecrãs soltos, estilhaçados ou rachados são um perigo material e excessivamente perigoso para a segurança". Sendo um componente de vidro, os queixosos denunciam cortes nos braços provocados pelo ecrã deste relógio inteligente.

O fenómeno não é apenas teórico, visto que a ação judicial contempla várias imagens que comprovam o desposicionamento do ecrã dos seus relógios. Danos que terão sido testemunhados num Apple Watch Series 3.

É alegado que a Apple não deixou espaço suficiente dentro do Apple Watch para acautelar um eventual inchaço da bateria. Caso esta anomalia se verifique, os ecrãs podem saltar do seu posicionamento normal e resultar em vidros partidos ou estilhaçados.

Esta não é a primeira vez que a Apple é processada judicialmente por ferimentos causados por um Apple Watch ao seu utilizador. Recuando a 2018 encontramos um processo semelhante, porém, este foi arquivado por falha na identificação da causa do problema.

O caso levado agora ao tribunal californiano acautela o sucedido em 2018 e identifica a bateria do Apple Watch como fonte do problema. Resta agora saber qual será a decisão do tribunal e se a Apple será mesmo culpabilizada por estes acidentes.

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Carlos Oliveira
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