Apple pode respirar de alívio! Proibição do WeChat não vai afetar a empresa

Carlos Oliveira
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A Apple viu-se numa posição complicada depois de Donald Trump ter assinado mais uma ordem executiva para banir dos EUA a empresa responsável pelo WeChat. Esta decisão poderia levar a que a tecnológica tivesse de a remover dos seus iPhone, o que os torna praticamente inúteis na China.

Depois de ter demonstrado uma certa indiferença a esta consequência, eis que o governo americano vem descansar a Apple. Segundo o que está a avançar a Bloomberg, o executivo informou a Apple e outras empresas que poderão continuar a usar o WeChat na China.

Apple continuará a ter o WeChat disponível na sua App Store chinesa

Ao que parece, a ordem que Donald Trump assinou recentemente sobre o WeChat e a sua empresa responsável apenas terá efeitos no mercado americano. Ou seja, do outro lado do mundo, essa fundamental aplicação poderá permanecer na App Store.

Apple China

Para perceberes a vitalidade do WeChat, esta aplicação é quase um faz tudo para os chineses. Além de poderem trocar mensagens com familiares e amigos, podem ler notícias, fazer pagamentos, aceder a serviços estatais e muito mais.

Tudo aponta para que o objetivo da ordem de banimento de Donald Trump seja afetar gradualmente o WeChat fora do seu país. Fazer com que a aplicação se vá tornando obsoleta ao impedir que ela seja atualizada.

O que significa esta decisão para a Apple

O WeChat é tão importante que vários inquiridos admitiram que abandonariam mais rapidamente o seu iPhone que o WeChat. Portanto, avizinhava-se um futuro negro para a Apple caso esta aplicação tivesse de ser removida da sua loja de aplicações.

A China pode não ser o mercado mais forte da gigante americana, porém, continua a representar uma grande fonte de rendimento. Os 9% de quota de mercado que a Apple tem na China são sinónimo de muitos milhões de dispositivos vendidos que, sem o WeChat, desapareceriam das contas da empresa.

Mas parece que os dirigentes da Apple já podem respirar de alívio, pois esse cenário não se deverá concretizar. A menos que Donald Trump mude de ideias e alargue as proibições a outros mercados.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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