Se usas o serviço de música da Apple, prepara-te porque a estratégia da empresa pode estar prestes a mudar de rumo. Há anos que o Spotify domina o mercado com o seu modelo que mistura uma versão gratuita com anúncios e a subscrição paga. Agora, a gigante de Cupertino parece disposta a entrar no mesmo campeonato para tentar roubar a liderança ao rival.
A pista foi descoberta na versão de testes da aplicação para Android. Foram encontrados vestígios no código que apontam claramente para o desenvolvimento de um plano gratuito ou substancialmente mais barato do que aquele que conhecemos hoje.
Como vai funcionar este Apple Music "low-cost"?
Escusado será dizer que a Apple não te vai dar tudo sem pedir nada em troca. Os indícios revelam que esta modalidade mais acessível vai chegar com várias limitações para o utilizador.
- Vais ter um número máximo de vezes para saltar músicas que não queres ouvir.
- Muitas das funcionalidades atuais vão ficar bloqueadas, sendo exclusivas da vertente Premium.
Atualmente, a mensalidade do Apple Music ronda os 7,49 euros. No entanto, a chegada desta versão gratuita traz uma contrapartida que pode não agradar a todos. Há uma forte probabilidade de a Apple aumentar o preço da subscrição atual para compensar os custos deste novo plano.
NEW: It appears that Apple may be working on a free or lower-cost tier of Apple Music.
— Aaron (@aaronp613) May 30, 2026
Strings in the latest Apple Music for Android beta mention "Can't skip any more tracks" and "Premium access required" pic.twitter.com/xGHeaDb7X3
O palco da revelação está quase a chegar
O momento da verdade deve acontecer já na WWDC, o grande evento da Apple que chega no dia 8 de junho. É nesta conferência que a marca vai mostrar o novo iOS e o futuro dos seus sistemas operativos, sendo a altura perfeita para oficializar esta reviravolta no Apple Music.
Esta mudança de agulha surge numa altura em que o hardware da marca parece estar a abrandar o ritmo: os tão falados óculos inteligentes da Apple sofreram um forte adiamento. O plano inicial era apresentá-los no final deste ano, mas a revelação foi empurrada para o final de 2027 e as vendas só arrancam em 2028.
Com os produtos físicos a demorarem mais tempo a chegar, focar os esforços nos serviços parece ser a jogada mais inteligente da Maçã para manter os utilizadores agarrados ao ecossistema.
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