Apple e Google criam sistema que indica a localização de doentes com Covid-19

Carlos Oliveira
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A pandemia de Covid-19 tem um impacto enorme a nível global e ninguém pode ficar indiferente ao que se está a passar. Aqui incluem-se também as empresas de tecnologia, que têm arranjado formas de tentar combater esta doença.

O mais recente caso vem de um esforço conjunto entre a Apple e a Google. As duas gigantes americanas anunciaram um sistema que permitirá aos utilizadores saberem se estiveram em contacto com um infetado com o Covid-19.

To help public health officials slow the spread of #COVID19, Google & @Apple are working on a contact tracing approach designed with strong controls and protections for user privacy. @tim_cook and I are committed to working together on these efforts.https://t.co/T0j88YBcFu

— Sundar Pichai (@sundarpichai) 10 de abril de 2020

Smartphone usará o Bluetooth para saber quem esteve perto de ti

Existem notícias de que alguns países podem estar a usar dados de GPS dos cidadãos para saber se estes estão a violar a quarentena. Tal método tem levantado inquietações no que respeita à privacidade das pessoas.

O sistema que a Apple e a Google desenvolveram baseia-se em comunicações Bluetooth de curto alcance. Este método não permite saber onde uma pessoa esteve, mas apenas aferir se o individuo A esteve próximo do individuo B.

Os dados obtidos por este sistema estarão à disposição das aplicações das autoridades de saúde mundiais. No caso de um utilizador ser infetado com o Covid-19, essa informação deverá ser carregada na aplicação oficial da sua autoridade de saúde.

Ao obter esta informação, a aplicação irá cruzar dados de todos os equipamentos que estiveram próximos do smartphone do infetado. A esses, será posteriormente enviada uma mensagem a dar conta de que se cruzaram com um infetado com o novo coronavírus.

Sistema foi desenvolvido a pensar na privacidade dos utilizadores

Tal como mencionei acima, a criação da Apple e Google não permitirá saber exatamente onde estiveste. Em suma, aquilo que ele fará é identificar os smartphones que estiveram próximos do teu, durante um período de cinco minutos.

Na base dados criada, apenas serão guardadas chaves anónimas. Assim que alguém reportar estar infetado com o Covid-19, a base de dados irá procurar quais chaves estiveram em contacto com ela, durante o período que se julga ser aquele em que a pessoa esteve contagiosa.

Claro que tudo isto se aplicará apenas a quem tiver as aplicações instaladas nos seus smartphones. As respetivas API´s só serão enviadas para as autoridades de saúde a meados de maio, o que significa que a sua implementação ainda demorará.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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