Apple AirPods Pro: vídeo ensina a distinguir originais dos falsos

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Tempo de leitura: 3 min.

Quando olhas para os teus AirPods, alguma vez questionaste o interior que se esconde sob a superfície branca e polida? Recentemente, foi revelado que as diferenças entre os verdadeiros AirPods Pro de 2.ª geração e as suas réplicas são mais do que visíveis. Na verdade, são tecnicamente abismais.

Graças a uma análise partilhada por Jon Bruner da Lumafield, os auriculares foram analisados recorrendo a raio x. Como podes conferir na publicação abaixo da rede social X, os especialistas revelaram as disparidades visuais mas também funcionais entre o original e o contrafeito.

The world is full of counterfeit Apple products. We CT scanned two fake AirPods and compared them to the real thing… 🧵 pic.twitter.com/VFWvAwUrox

— Jon Bruner (@JonBruner) 7 de novembro de 2023

Baterias, circuitos e qualidade diferente entre AirPods originais e contrafeitos

A primeira grande diferença reside nas baterias. Os AirPods originais albergam baterias de célula de botão, engenhosamente desenhadas para um aproveitamento energético otimizado no seu formato compacto. Por outro lado, as falsificações utilizam células de iões de lítio em formato de bolsa, menos seguras e de construção mais simples. O que revela logo uma abordagem menos refinada.

A visualização ao pormenor acaba por definir o circuito dos verdadeiros AirPods, onde cada milímetro é aproveitado ao máximo com uma combinação de placas de circuito impresso rígidas e flexíveis. Em contraste, as réplicas apresentam uma eletrónica simplificada, com componentes genéricos que limitam a funcionalidade e a qualidade do som. Isso deve-se ao menor número de microfones e de circuitos de controlo.

Por fim, a qualidade de construção é, segundo os especialistas, dramaticamente distinta. Enquanto uma das réplicas nem sequer suporta carregamento sem fios, a outra possui a bobina necessária mas carece dos ímanes que permitem a conexão magnética (vulgo, MagSafe) característica dos produtos da Apple.

As falsificações recorrem até ao uso de pesos internos, sem função prática além de imitar o peso do produto genuíno. Trata-se de uma tática enganosa comum, que é realizada apenas para compensar materiais inferiores e funcionalidades reduzidas.

Esta análise serve principalmente para reforçar um alerta sobre os riscos de adquirir produtos contrafeitos. A segurança e a durabilidade são comprometidas quando se escolhe o caminho da imitação. Ao optares pelo genuíno, estás não só a garantir uma experiência de utilização superior, como também a investir na tua segurança e na longevidade do dispositivo.

E numa altura em que muitos utilizadores podem ceder à tentação de comprar uns AirPods Pro usados, toma todas as providências para conferir se é, ou não, um produto genuíno. Priveligia os negócios em mãos para poderes conferir o número de série, o perfeito funcionamento com o iPhone, a possível garantia e a versão de firmware. E se o preço parecer muito bom, é porque provavelmente te estão a tentar vender uma réplica.

O vídeo partilhado por Jon Bruner, em colaboração com Adam Savage, destaca ainda mais estas diferenças. Estes revelam-se nos auriculares mas também em carregadores de MacBook. O que prova que o que não se vê pode ser o fator decisivo entre um investimento seguro e um risco desnecessário.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está na 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 100 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como a Mobile World Congress e IFA.