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Xiaomi deixa um aviso sério aos seus utilizadores

Os smartphones topo de linha vai ficar bastante mais caros nos próximos anos. O alerta foi deixado pela Xiaomi, que admite que os modelos premium podem ultrapassar a barreira dos 1.300 € até ao final de 2026.

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Xiaomi 17 Ultra

Com o lançamento iminente do Xiaomi 17 Max, Lu Weibing, presidente da Xiaomi durante uma transmissão ao vivo recente, deixou um aviso sério aos utilizadores da marca: o aumento dos custos de produção está a pressionar toda a indústria tecnológica.

Segundo o executivo, os tradicionais smartphones “candybar” de gama alta vendidos na China podem atingir preços recorde devido, sobretudo, ao encarecimento da memória DRAM e NAND Flash.

Existindo um aumento de preços na China é, praticamente, inevitável que uma subida significativa também aconteça na Europa, com Portugal incluído. É que, neste caso, as despesas são ainda maiores devido à logística de transporte e taxas e tarifas em vigor.

Memória mais cara está a pressionar fabricantes

De acordo com Lu Weibing (citado pela ITHome), as marcas estão a enfrentar dificuldades crescentes para absorver o aumento dos custos dos componentes. A procura global por memória disparou impulsionada pela inteligência artificial, servidores de alto desempenho e hardware de computação avançada.

O responsável explicou que a criação de novas fábricas de memória não é um processo rápido, podendo levar anos até estas conseguirem atingir o nível de produção em massa. Por isso, a pressão nos preços deve continuar até 2027 e mesmo 2028.

Nesse contexto, o futuro Xiaomi 17 Max já está a gerar expectativa no mercado chinês. O modelo deverá posicionar-se entre os principais topos de gama da marca e promete especificações ambiciosas como o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, aliado a uma bateria de 8.000 mAh e uma câmara de 200 megapixéis.

Xiaomi não está sozinha no aumento dos preços

A pressão sobre os custos não afeta apenas a Xiaomi. Outras marcas chinesas como a OPPO, Vivo e Honor também enfrentam dificuldades semelhantes à medida que os componentes se tornam mais caros em toda a cadeia de produção.

Apesar disso, Lu Weibing garantiu que a Xiaomi vai continuar focada em oferecer uma relação qualidade-preço competitiva sempre que possível. Ainda assim, a grande dúvida permanece: será que os consumidores estão dispostos a pagar mais por um smartphone?

Se esta tendência se confirmar, podemos assistir a uma mudança histórica no mercado chinês, tradicionalmente conhecido pelos preços agressivos e pelo forte foco na relação qualidade/preço.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na área da comunicação assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech. Em 2020 juntou-se à equipa do 4gnews.