Samsung quer usar o teu fluxo sanguíneo como autenticação biométrica

Carlos Oliveira
Samsung
Fluxo sanguíneo pode ser a próxima novidade na autenticação biométrica da Samsung

Os métodos de autenticação nos smartphones têm vindo a mudar ao longo dos últimos anos. Longe parecem ir os tempos em que utilizávamos uma password ou código padrão para desbloquear o nosso smartphone. Agora, a Samsung pretende dar um passo em frente e inovar ainda mais neste campo específico.

Hoje em dia, temos ao nosso dispor uma panóplia de possibilidades para nos autenticarmos nos nossos smartphones. Leitores de impressão digital, leitores de íris ou reconhecimento facial são os métodos que mais notoriedade têm ganho ao longos dos últimos anos. Nos mais recentes equipamentos da Samsung tens ao teu dispor todos estes métodos de autenticação biométrica.

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Contudo, a Samsung é uma das empresas com um departamento de Pesquisa e Desenvolvimento em constante atividade. São várias as patentes que a empresa sul-coreana submete às entidades competentes. O resultado? Salvaguardar ideias que os seus engenheiros e administradores consideram que valham a pena para uma eventual aplicação em contextos futuros. Alguns concretizam-se, outros não, pelas mais variadas razões.

Desta feita, a mais recente patente submetida pela Samsung quer revolucionar ainda mais o segmento da autenticação biométrica. Com efeito, a empresa sul-coreana quer utilizar a corrente sanguínea de um utilizador para sua própria autenticação. Esta patente foi submetida nos EUA em julho de 2016.

Da forma como se encontra submetida, esta nova tecnologia poderá funcionar tanto em smartphones como em smartwatches. Dois exemplos de dispositivos mais utilizados atualmente no nosso dia-a-dia. Com efeito, os mesmos seriam dotados de sensores capazes de recolher dados de diferentes pontos do nosso fluxo sanguíneo.

Segundo esta patente, tal é possível uma vez que a pressão arterial dificilmente será idêntica em duas pessoas. Tal como a íris ou a nossa impressão digital, também o nosso sangue poderá diferenciar-nos de outro ser humano.

Tal como acontece com os leitores de batimentos cardíacos, também este tipo de sensor poderia ser facilmente incorporado num destes dispositivos. O ponto fulcral estaria do lado do software, na forma como o mesmo utilizaria os dados recolhidos para verificar a identidade de um individuo.

Corrente sanguínea: Será esta a próxima aposta da Samsung no campo da autenticação biométrica?

O fluxo sanguíneo recolhido teria de ser utilizado para criar uma espécie de padrão. Padrão esse que teria de encontrar uma correspondência positiva para que fosse concedido o acesso a uma determinada função, para um determinado indivíduo.

Claro que este tipo de tecnologia poderia ser utilizada para bem mais do que desbloquear o nosso smartphone. No caso dos smartwatches, cada vez mais preparados para pagamentos automáticos, este tipo de autenticação não iria requerer nenhum esforço extra ao utilizador. Colocando um sensor deste género na traseira do gadget, bastaria despoletar o seu funcionamento para rapidamente obter-se uma correspondência.

Algum dia veremos esta tecnologia ser utilizada no nosso quotidiano? Apenas o futuro o dirá. Aquilo que esta patente declara é que a Samsung está na dianteira para a sua implementação no mercado, não estando, no entanto, obrigada a fazê-lo.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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