Queen “Bohemian Rhapsody” - O poder da música

Rute Ferreira

Queen Bohemian Rhapsody - O poder da músicaO público português aguardava ansioso a estreia do filme “Bohemian Rhapsody”sobre o vocalista do grupo “Queen”, Freddie Mercury.

Dia 31 de Outubro, foi o dia tão esperado para a biopic do cantor chegar às salas de cinema em Portugal. Com a grande afluência para ver o filme, tem mostrado que há muito se esperava para ver Freddie Mercury retratado num filme sobre ele mesmo. Sem muitos segredos ou floreados.

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É sabido que os filmes biográficos, mais até que documentários sobre um artista, acabam por suscitar muita especulação. A curiosidade em ver como se pode espelhar a vida de um actor/músico/cantor na grande tela, causa sempre bastante vontade em assistir ao seu resultado.

Queen “Bohemian Rhapsody” é um daqueles filmes que vale a pena ver

Mais uma vez, é o que está a acontecer tanto no mundo dos famosos como no público em geral. Começando pelo facto da estreia em Wembley - Londres, um dos sítios mais emblemáticos da carreira dos “Queen”.

As cerca de duas horas e quinze minutos de duração do filme, levam o espectador a ter muitos momentos em que tem vontade de começar a cantar e a seguir todos os passos que Freddie dá nos palcos, mas, efectivamente o ritmo do filme só é estonteante. Principalmente quando os momentos musicais estão presentes.

Para além de alguns factos terem sido adornados, ou até uma "alteração" da química que se conhecia entre os elementos do grupo na vida real. Estes acabam por não suscitar no espectador muita emoção.

Falta algum encadeamento das cenas e dos acontecimentos, tirando ritmo ao filme. Embora haja alguns cortes de situações entre as mesmas, isso acaba por não acrescentar nada. Antes pelo contrário. Parece haver um vazio que não se preenche com a cena seguinte, não desencadeando no público uma forte comoção a que os próprios acontecimentos da vida intensa de Freddie assim o suscitam.

Não se pode deixar de lado o mérito da interpretação de Rami Malek, que foi brilhante. Não tanto pelo desempenho do guião em si. Ou seja, a utilização de uma dentadura para ficar o mais semelhante possível com o cantor, tornou ainda mais difícil.

Mas a performance que teve. A alma que deu às actuações em palco e, não só mas também, pelas músicas que cantou com a sua própria voz (sem playback).

Não sendo um filme biográfico espectacular, vale a pena assistir a “Bohemian Rhapsody”. Nem que seja pela banda sonora dos “Queen” e pelo incontornável carisma deste artista, que se tornou, e ainda é inesquecível para tantas gerações.

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