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Portugal prefere pacotes 4P e 5P da MEO, NOS e Vodafone, mas valerá a pena o custo extra?

Apesar de o custo mensal chegar aos 46,46 € em média, 62,2% dos portugueses continuam a juntar telemóvel e serviços fixos no mesmo pacote. Os dados da ANACOM mostram como a comodidade ainda pesa na fatura nas operadoras nacionais.

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Foto de Viva Reella na Unsplash

A maioria das casas portuguesas continua a preferir juntar todos os serviços de telecomunicações numa única fatura.

Os números da ANACOM relativos ao segundo trimestre de 2026 mostram que a adesão aos pacotes mais completos não para de crescer, embora a diferença de custos para as opções mais simples seja significativa.

Segundo o relatório do regulador, 62,2% dos clientes de ofertas em pacote optam por modalidades 4P ou 5P — contratos que incluem internet fixa, televisão, telefone fixo e telemóvel ou serviços de streaming associados. Para as operadoras, este formato é o grande motor de negócio, representando 72,4% de toda a receita gerada no segmento das ofertas combinadas.

A diferença real nos preços mensais

Os dados revelam uma clara distância entre o valor pago por quem tem apenas o serviço básico em casa e por quem junta os cartões de telemóvel ao contrato principal.

De acordo com o levantamento da ANACOM, os valores médios mensais dividem-se assim:

  • Pacotes 2P: 19,42 € por mês.
  • Pacotes 3P: 31,25 € por mês.
  • Pacotes 4P/5P: 46,46 € por mês.

Na prática, escolher um pacote 4P ou 5P em vez de uma oferta 3P tradicional significa um acréscimo médio de 15,21 € à fatura mensal. No final de um ano, esta diferença representa mais de 180 € gastos adicionais no mesmo operador.

Globalmente, a receita média mensal por cliente de pacote situa-se nos 39,53 €, o que reflete uma ligeira descida de 0,8% face ao período homólogo.

A lógica da comodidade contra o custo efetivo

A concentração de serviços num único contrato é a estratégia central das operadoras em Portugal. A promessa de simplicidade e de descontos no conjunto convence a maior parte dos consumidores a centralizar tudo na mesma empresa.

No entanto, esta opção frequentemente inclui serviços que acabam por não ter utilização no dia a dia, como a rede fixa, ou cartões móveis com plafonds que nem sempre acompanham as necessidades do cliente.

Adicionalmente, a existência de períodos de fidelização longos (normalmente de 24 meses) reduz a margem de manobra para negociar ou mudar de operadora quando aparecem alternativas mais baratas no mercado.

Os pacotes completos nem sempre compensam

A adesão em massa aos pacotes 4P e 5P demonstra que o mercado valoriza a conveniência de pagar tudo de uma só vez. Contudo, uma mensalidade média de 46,46 € exige uma avaliação ponderada sobre o uso efetivo de cada componente do contrato.

Para quem não usa o telefone fixo ou prefere um tarifário móvel que não esteja associado ao pacote, manter os serviços separados ou optar por um pacote 3P simples continua a ser melhor forma de reduzir os custos fixos mensais nas operadoras.

Vê também: MEO, NOS e Vodafone perdem terreno, mas não é só a DIGI que está a lucrar.

Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
O Rodrigo é colaborador na 4gnews e cobre assuntos como gadgets, telecomunicações e software. É licenciado em Comunicação e conta com 10 anos de experiência na criação de conteúdo escrito online.