E se pagasses imposto para utilizar redes sociais? Há um país que o faz

Filipe Alves

Uganda é o país que decidiu cobrar aos seus habitantes um imposto por usar redes sociais. Passaram 3 meses depois da implementação deste novo imposto e os resultados começam a aparecer.

De acordo com as informações, utilizadores que acediam à internet são menos 3 milhões. Ou seja, num país com 42 milhões de pessoas e com 16 milhões de utilizadores com acesso à internet por subscrição, em 3 meses caiu para pouco mais de 13 milhões.

E se pagasses imposto para utilizar redes sociais? Há um país que o fazEstas redes sociais são consideradas o Facebook e Twitter mas também o WhatsApp, uma aplicação que pouco tem como rede social e mais de App de troca de mensagens mas que também está incluída no mesmo lote.

O problema dos impostos com as redes sociais

O maior problema que estes impostos fazem é a falta de liberdade de expressão. Uma questão que está a ser levantada cada vez mais face as mais recentes medidas. O governo de Uganda achou que os seus habitantes deveriam pagar para aceder a estas redes sociais e os resultados são óbvios. Poucos querem pagar extra para ver a vida dos outros nas redes sociais.

Ainda que queria compreender tal medida para reduzir a má informação que passa nas redes sociais, não consigo entender até que ponto é um imposto extra iria resolver a situação. O Governo de Uganda tentou ganhar uns trocos extra com a popularidade destas redes sociais e está a sair o tiro pela culatra.

Ademais, tem crescido os utilizadores com mais conhecimento sobre VPN (Virtual Private Network) uma forma de "indicar" que está a navegar de outro país e aceder a websites bloqueados naquele país.

Em suma, os resultados são evidentes. As pessoas parecem não estar dispostas a pagar para ter redes sociais. Mas isto leva-me a questionar até que ponto é que o governo vai para arrecadar mais uns milhões. Esperemos que esta ideia não se espalhe.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.