Todos os meses, milhares de portugueses pagam um prémio de seguro automóvel com coberturas que nunca vão usar.
Não porque esteja em causa as suas aptidões para conduzir, mas porque contrataram proteções desajustadas ao valor real do veículo ou ao seu perfil de utilização.
O único seguro obrigatório em Portugal é mesmo o de responsabilidade civil. Cobre os danos causados a terceiros em caso de acidente. Tudo o resto é facultativo. E é aqui que muita gente paga a mais sem saber.
Seguro contra todos os riscos: faz sentido?
O exemplo mais claro é o seguro de danos próprios, popularmente chamado "contra todos os riscos". Esta cobertura faz todo o sentido num carro novo ou de valor elevado.
Mas num veículo com dez ou mais anos e valor comercial reduzido, o custo anual da cobertura pode aproximar-se ou mesmo ultrapassar o valor do próprio carro.
Pagar por ela significa, na prática, estar a segurar um bem cujo valor de mercado é inferior ao que se está a desembolsar em prémios.
Há também coberturas específicas que muitos incluem sem pensar: a proteção contra fenómenos naturais é desnecessária para quem guarda o carro numa garagem coberta.
Desatenções custam centenas euros
A assistência em viagem pode já estar incluída no cartão de crédito ou num outro seguro da mesma família. Estas duplicações passam frequentemente despercebidas.
O problema é que a maioria dos portugueses renova o seguro automaticamente todos os anos (que até está mais caro), sem rever as condições.
À medida que o carro envelhece e perde valor, as coberturas deveriam ser ajustadas em conformidade. Manter um seguro desenhado para um carro novo num veículo com 150.000 quilómetros é dinheiro 'atirado ao lixo'.
A recomendação é para verificares a apólice e perceberes cada cobertura contratada e questiona se faz sentido mantê-la. Se tiveres dúvidas, pede uma análise gratuita a um mediador de seguros independente.
