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O erro que muitos portugueses cometem no estrangeiro e que lhes custa dinheiro em cada viagem

Quando paga com cartão no estrangeiro, escolher euros em vez da moeda local pode parecer lógico. No entanto, essa decisão provavelmente vai aumentar o custo de cada compra.

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Recentemente, demos-te a conhecer um truque que permite ter acesso a voos muito mais baratos. No entanto, há também um erro que muitos desvalorizam e que está a encarecer a tua viagem.

Quando viajas para o estrangeiro, é comum que quando vais pagar num restaurante ou numa loja, o terminal te dê a possibilidade de pagar em euros ou na moeda local.

A resposta mais óbvia é pagar em euros, por parecer mais simples e familiar. No entanto, este é o erro que deves evitar cometer já que te pode custar entre 3 e 5% do valor de cada transação.

O que acontece?

Quando pagas com cartão no estrangeiro e o terminal te oferece a opção de pagar em euros, estás a ser confrontado com um mecanismo chamado conversão dinâmica de moeda, em inglês Dynamic Currency Conversion ou DCC.

Este sistema permite ao comerciante ou ao terminal converter o valor para euros no momento do pagamento. Contudo, convém saberes que tal é feito à taxa de câmbio dele e não à do teu banco.

Posto isto, quando o terminal te perguntar em que moeda queres pagar, escolhe sempre a moeda local do país onde estás. Vai ser sempre mais favorável.

Por exemplo se estiveres na Hungria, paga em Forim; se a viagem for ao Reino Unido, paga em libras. Se estás na Turquia, paga em liras.

O teu banco vai aplicar a sua própria taxa de câmbio, que será sempre mais em conta para ti do que a conversão dinâmica oferecida no terminal.

Quais as soluções?

Alguns bancos cobram uma comissão por pagamentos em moeda estrangeira, geralmente entre 1 e 2%. Mesmo com essa comissão, pagar na moeda local continua a sair mais barato do que aceitar a conversão dinâmica.

É precisamente aqui que entram soluções como a Revolut e a N26, dois dos cartões mais usados por quem viaja.

Tanto um como o outro oferecem taxas de câmbio muito próximas das taxas reais de mercado, sem as margens agressivas aplicadas pelos bancos tradicionais. Em muitos casos, permitem ainda pagamentos internacionais sem qualquer comissão adicional.

No caso do Revolut, existe ainda a possibilidade de trocar dinheiro antecipadamente para dezenas de moedas diferentes diretamente na aplicação, o que pode ser útil para aproveitar melhores taxas antes da viagem.

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Tomás Cascão
Tomás Cascão
Mestre em Media e Jornalismo pelo ISCTE. Apaixonado por tecnologia, gadgets e tudo o que envolve algumas das maiores aplicações do mundo, como o WhatsApp ou o Google Maps. É também um ávido consumidor de Streaming, sendo que a Netflix tem um lugar especial no coração.