A Google lançou recentemente o Fitbit Air, um novo monitor de saúde sem ecrã que aposta num formato simples, leve e mais acessível. O dispositivo chegou às lojas no início de maio por 100 euros e foi apresentado como uma opção para acompanhar métricas de bem-estar sem exigir uma subscrição.
Agora, poucos dias após o lançamento, a empresa decidiu abrir as especificações de hardware e as diretrizes de design do Fitbit Air ao público. Na prática, isto permite que designers, marcas de acessórios e até utilizadores com impressoras 3D criem pulseiras e suportes personalizados para o dispositivo.
A decisão surge após várias críticas ao tamanho único da pulseira, que não tem funcionado bem para todos.
Google quer mais acessórios para o Fitbit Air
Segundo a Google, o Fitbit Air foi pensado para ser o monitor de atividade física mais versátil da marca. A ideia é permitir que o dispositivo se adapte a diferentes ocasiões, estilos e formas de utilização.
Para isso, a empresa está a disponibilizar dimensões físicas, desenhos CAD 2D e informações técnicas importantes para a criação de acessórios. Estes ficheiros incluem medidas do dispositivo, dimensões de encaixe, tolerâncias e até requisitos de força para garantir que a pulseira ou acessório encaixa corretamente.
A Google também reforça que os acessórios devem manter o contacto constante do dispositivo com a pele. Isto é importante porque sensores como os de frequência cardíaca e SpO2 precisam de estar bem posicionados para recolher dados de forma mais precisa.
Além do encaixe correto, a Google destacou a importância de materiais hipoalergénicos. Como observa o Engadget, a empresa publicou orientações sobre substâncias restritas, incluindo exigências para ligas de cobre e latão sem chumbo e látex natural sem proteínas alergénicas.
Tamanho único gerou reclamações
Apesar da proposta mais acessível, o Fitbit Air tem sido alvo de críticas devido ao tamanho único da pulseira. Alguns utilizadores relataram no Reddit que o dispositivo fica demasiado grande em pulsos mais pequenos.
O problema é que, quando a pulseira fica folgada, o monitor pode perder contacto com a pele. Isto pode comprometer as leituras de saúde, como os batimentos cardíacos e a oxigenação do sangue.
Nas imagens partilhadas pelos utilizadores, tanto a pulseira de fio de poliéster e elastano reciclado como a de silicone aparecem desproporcionais em pulsos mais pequenos. Em alguns casos, há um espaço visível entre o wearable e a pele.
Alguns utilizadores sugeriram usar o Fitbit Air noutras partes do corpo, como os bíceps ou os tornozelos. No entanto, como o dispositivo não foi criado para esse tipo de utilização, a monitorização pode tornar-se menos precisa.
Acessórios personalizados podem ajudar
A abertura das especificações pode ser uma forma de acelerar a chegada de novas soluções para este problema. Com os dados técnicos disponíveis, fabricantes independentes e marcas de acessórios podem criar pulseiras em tamanhos diferentes ou suportes com um melhor ajuste.
A Google também está a incentivar as marcas interessadas a aderirem ao programa “Made for Google”. Os acessórios certificados podem receber um selo oficial, indicando a compatibilidade com os padrões da empresa para o Fitbit Air.

