
Os festivais de verão são hoje autênticos testes de stress às infraestruturas das operadoras de telecomunicações. Durante o Primavera Sound Porto de 2026, que decorreu entre os dias 11 e 14 de junho no Parque da Cidade, certamente reparaste que a necessidade de partilhar momentos foi constante (estive lá e comprovo).
5G foi responsável 44% de todo o consumo de tráfego no festival
A publicação de vídeos e fotografias gerou um volume de tráfego que ultrapassou largamente os registos do ano passado, o que comprova que consomes e partilhas cada vez mais conteúdos em tempo real através das tuas redes sociais. O grande destaque tecnológico do evento foi a utilização massiva da rede de quinta geração.
O 5G foi responsável por 44% de todo o consumo de dados no recinto do festival. Este número comprova rápida transição para smartphones compatíveis com a nova norma móvel. É um indicador importante para a operadora, numa altura em que a Vodafone continua a liderar a rede 5G em Portugal mas a MEO foi quem mais cresceu no último ano.
Massive Attack registou o maior pico de consumo da rede móvel
O pico absoluto de utilização da rede móvel aconteceu durante a atuação dos Massive Attack. O concerto desta mítica banda motivou a maior transferência de ficheiros nas plataformas digitais de toda a edição do festival.

Atuações de peso como a dos Gorillaz também contribuíram fortemente para um aumento total de 39% no tráfego de dados face à edição de 2025. Esta métrica demonstra que o perfil de consumo num recinto de espetáculos está agora focado quase em exclusivo no upload imediato e na transmissão de vídeo em direto.
Para suportar este uso massivo de dados, a velocidade e a latência reduzida do 5G foram as ferramentas principais para evitar o quebras do serviço no meio de dezenas de milhares de pessoas.
É sempre bom recordar que recentemente a Vodafone fintou as rivais e desceu o preço do seu melhor serviço de fibra ótica. Todo o planeamento tecnológico de rede móvel e fixa implementado no Parque da Cidade serviu o propósito de manter a conectividade operacional debaixo das exigências impostas pela enchente de público.