
O combustível está caro. Tem descido ligeiramente, mas continua bem exigente para o bolso de muitos portugueses. Se tens de andar na estrada, há pelo menos alguns hábitos que deves ter em conta, de forma a poupar o teu depósito.
Um deles tem a ver com a forma como muitos condutores usam (e forçam) a caixa de velocidades. Há o mito de que, por vezes, é preciso "puxar pelo carro", mas a verdade é que, por alguma razão, há referências das velocidades expectáveis para cada uma das mudanças do automóvel.
O que acontece na prática?
Quando o motor trabalha a rotações elevadas sem necessidade, acima das 2.500 a 3.000 rpm em velocidade constante, está sob esforço desnecessário.
A temperatura interna sobe, os componentes sofrem mais, e o consumo de combustível aumenta de forma significativa, porque o motor está a queimar mais para manter uma velocidade que conseguiria sustentar com muito menos esforço numa mudança superior.
O impacto no depósito também se sente: conduzir sistematicamente em mudanças baixas pode aumentar o consumo entre 15% a 20% face a uma condução otimizada. Num carro que consome em média 6 litros por 100 km, isso são cerca de 1 a 1,2 litros extra por cada 100 km. Com o preço atual da gasolina em Portugal, o custo adicional pode facilmente chegar aos 15 a 20 euros por mês para quem usa o carro diariamente.
A referência que a maioria dos instrutores de condução usa é simples: acima de 2.000 a 2.500 rpm em velocidade de cruzeiro, é hora de subir uma mudança. Se o motor responde sem solavancos, está no ponto certo.
Como orientação geral para a maioria dos veículos a gasolina ou gasóleo de uso comum:
- 1.ª mudança: arranque e até cerca de 15 km/h
- 2.ª mudança: entre 15 e 30 km/h
- 3.ª mudança: entre 30 e 50 km/h
- 4.ª mudança: entre 50 e 70 km/h
- 5.ª ou 6.ª mudança: acima de 70 km/h em velocidade constante
Os valores variam consoante o motor e o modelo, mas servem como ponto de partida para a esmagadora maioria dos carros. O objetivo não é conduzir de forma rígida, é simplesmente não forçar o motor quando ele já tem mudança de sobra para trabalhar com tranquilidade.
E, por vezes, nem é preciso olhar para o painel. Basta ouvir o barulho excessivo do motor, que é o maior aviso para meteres outra mudança.
Para que conduzas sempre em segurança...
