O novo Juke EV não é um carro feito para passar despercebido. O visual bebe inspiração no conceito Nissan Hyper Punk apresentado em 2024, com linhas bem vincadas, superfícies planas e um aspeto quase digital. É diferente de tudo o que está atualmente nas estradas.
O objetivo é chamar atenção no segmento dos SUV compactos elétricos, onde o principal rival direto será o Kia EV3.
A plataforma que já conheces
Por baixo dessa carroçaria está a plataforma CMF-EV da aliança Renault-Nissan, a mesma base que serve o novo Nissan Leaf, fabricado na mesma fábrica em Sunderland, no Reino Unido. Isto significa que as opções de bateria deverão ser semelhantes: 52 kWh ou 75,1 kWh, com autonomia que pode alcançar os 620 km segundo o ciclo WLTP na versão mais capaz.
Em termos de motor, é muito provável que o Juke EV siga o caminho do Leaf e ofereça apenas tração dianteira com motor único. A versão mais potente do Leaf tem 215 cv e acelera dos 0 aos 100 km/h em 7,6 segundos, com velocidade máxima de 160 km/h.
Dois Jukes em simultâneo
A Nissan vai continuar a vender o Juke com motor de combustão em paralelo com a versão elétrica. A incerteza em torno das vendas de elétricos na Europa levou a marca a reconsiderar a estratégia inicial, que previa substituir por completo o modelo a gasolina.
O que isto significa para Portugal
Portugal é um dos países europeus com maior crescimento nas vendas de elétricos, acima de França ou Itália, e o segmento dos SUV compactos é dos mais procurados. O Juke EV entra diretamente em confronto com modelos como o Nissan Micra elétrico, que já chegou ao mercado português, e outros concorrentes do segmento B-SUV. A diferença é que o Juke traz algo que o Micra não tem: personalidade visual muito própria.
Vale também lembrar que em 2026, o Governo português aumentou em 50% o valor destinado a apoios para a compra de veículos elétricos, o que torna 2027 um ano muito interessante para quem estiver a considerar a transição.
