
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED, 1,74", 480x336, 60 Hz, 2000 nits |
| Dimensões e peso | 42,83 × 32,16 × 9,7 mm; 21,6g (sem bracelete) |
| Bateria | 350 mAh; autonomia até 21 dias |
| Sensores e desporto | SpO2, HRV, acelerómetro, giroscópio, bússola, luz ambiente e 150 modos desportivos |
| Resistência | 5ATM (resistência à água até 50 metros) |
O mercado das pulseiras inteligentes mudou. O que antes eram só pequenos ecrãs ovais como a Xiaomi Smart Band 10 transformou-se em autênticos relógios compactos. A Xiaomi Smart Band 10 Pro chegou a Portugal a começar nos 79,99 € para a versão base em alumínio (com bracelete em TPU).
Para quem procura algo mais premium, existe uma versão com acabamento em cerâmica por 89,99 € (com bracelete em fluoroelastómero) e a versão com NFC por 99,99 €. Nesta faixa de preço, a Xiaomi já não concorre só com as smartbands da Huawei, como a Band 11 Pro, mas com smartwatches de entrada de gama. Por isso, a exigência é cada vez maior.

Mais fina e leve
Desde o primeiro contacto com a Smart Band 10 Pro que se sente o aprimoramento. O trabalho de engenharia da Xiaomi para colocar este dispositivo com apenas 9,7 mm de espessura é de louvar e sente-se no uso no dia a dia.
No pulso, a versão normal com NFC que testei (com apenas 21,6g) é tão leve que facilmente nos esquecemos de que a estamos a usar, seja a trabalhar ou a dormir para monitorizar o sono (que agora inclui métricas de HRV).

Cada vez mais brilhante
O ecrã AMOLED de 1,74" a 60Hz mantém as dimensões da geração anterior, mas a grande novidade são os 2000 nits de brilho máximo. Se costumas correr na rua a meio do dia, vais notar a melhoria. Os dados do treino estão sempre legíveis, sem precisares de fazer sombra com a mão.
No que toca à navegação, continuamos totalmente dependentes dos gestos. Na maior parte do tempo isto funciona lindamente graças à fluidez dos 60Hz, mas a ausência de um botão físico pode fazer falta a alguns utilizadores.

Se por algum motivo a pulseira se desligar por falta de bateria ou precisares de a reiniciar, ficas refém de ter o cabo de carregamento magnético por perto para a conseguir "acordar". Outro pormenor que a Xiaomi teima em não resolver é a ausência de mostradores em português de Portugal (PT-PT), algo que os utilizadores nacionais mereciam. Temos de nos contentar com o inglês.
Mais útil aos nadadores
Para os entusiastas do desporto, há ótimas notícias. O GNSS independente funciona muito bem e fixa o sinal de forma rápida. Mas a grande evolução deste ano é a monitorização da frequência cardíaca debaixo de água para quem gosta de natação.

Se és mais do ciclismo, das corridas ou das caminhas (como eu) também vais ficar satisfeito. A localização da smartband revela-se bastante precisa e fácil de inicializar. Ou seja, podemos ir a qualquer lugar fazer o nosso exercício sem o telemóvel e ficar descansados.
A questão do NFC e dos pagamentos
Se estás a pensar dar os 99,99 € pela versão NFC com o objetivo de deixar a carteira em casa, pondera bem. Ao contrário dos relógios com Google Pay, a Xiaomi continua a ter uma compatibilidade muito restrita em Portugal. Para fazeres pagamentos contactless com esta pulseira, terás obrigatoriamente de usar um cartão Curve.

Ou seja, não há a integração direta com o teu cartão do Revolut, cartões dos bancos tradicionais ou MB Way. Se já fores utilizador Curve, funciona impecavelmente; se não fores, é uma barreira burocrática chata que retira valor ao investimento extra de 20 €.
Autonomia para mais de duas semanas
Um pormenor sempre sensível é a questão da autonomia. Aqui nesta smartband isso não existe. A marca promete até 21 dias de autonomia (uso leve), 15 dias em uso normal e 8 dias com ecrã sempre ligado. A realidade não anda longe.

Durante os meus testes, com um uso normal de notificações nas várias redes sociais e mensagens, com duas pequenas caminhadas registadas aqui e ali e sempre a fazer rastreamento de batimentos cardíacos e sono, fiz 9 dias de uso intenso. Terminei com 51% de autonomia.
Ou seja, podemos esperar neste acima dos 15 dias prometidos pela marca. O que é bastante interessante. Se lhe adicionares fatores como mais treinos ou usar a função de ecrã sempre ligado, que normalmente não uso, verás obviamente a autonomia a descer uns dias.

Mas mesmo em casos mais intensos, acredito que dará sempre para pelo menos uma semana. Para carregar usa-se o sistema de pinos igual ao mais básica Xiaomi Smart Band 10. Longe de ser perfeito, funciona bem, mas é sempre necessário acertar o lado correto ao carregar.
A Xiaomi Smart Band 10 é para ti se...
- Queres um ecrã grande, fluido e com excelente visibilidade ao sol
- Valorizas uma autonomia extensa para não teres de carregar o dispositivo todas as semanas
- Praticas natação ou desportos ao ar livre e queres GPS integrado e métricas fiáveis debaixo de água
- Procuras um design minimalista, fino e extremamente leve no pulso
Não é para ti se... queres atender chamadas diretamente no pulso (continua a não ter microfone), procuras facilidade total de pagamentos em Portugal com qualquer cartão bancário tradicional ou MB Way ou detestas interfaces puramente táteis e preferes a segurança de um botão físico para retroceder ou ligar o ecrã.

Conclusão
A Xiaomi Smart Band 10 Pro é, sem surpresa, uma das melhores opções do mercado para quem procura o equilíbrio perfeito entre uma pulseira de fitness e um relógio inteligente. O ecrã a 2000 nits, o perfil ultrafino e a autonomia de até 21 dias justificam perfeitamente o preço de 79,99 € da versão base.
No entanto, a Xiaomi perde uma excelente oportunidade de criar o produto perfeito ao manter a dependência do cabo para ligar o dispositivo devido à falta de um botão, ao ignorar o microfone e ao limitar os pagamentos NFC ao ecossistema Curve. Se não precisas de pagamentos no pulso, a versão base é a escolha mais inteligente e equilibrada para este verão.
