Meta: óculos de Realidade Aumentada só chegam em 2024 apesar das expetativas de Mark Zuckerberg

Mónica Marques
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A Meta quer entrar no mercado de hardware e os seus óculos de Realidade Aumentada são mais uma tentativa da empresa de ser bem-sucedida neste segmento e de responder
às elevadas expetativas de Mark Zuckerberg.

Ao que tudo indica, o modelo mais básico do novo produto chega em 2024 enquanto que os modelos mais avançados só têm lançamento previsto para os longínquos anos de 2026 e 2028.

Óculos de RA da Meta vão "redefinir o nosso relacionamento com a tecnologia"

Meta óculos Realidade Aumentada
Imagem demonstrativa dos óculos RA da Meta exibida na apresentação da empresa em outubro passado Crédito@Meta

De acordo com informações agora divulgadas pelo site The Verge, que cita fontes próximas ligada ao projeto, a Meta só irá lançar o modelo mais básico dos seus óculos de Realidade Aumentada (RA) em 2024.

E apesar das elevadas expetativas e planos ambiciosos de Mark Zuckerberg, modelos mais avançados deste equipamento só devem ser lançados nos longínquos anos de 2026 e 2028. Tudo porque para já a empresa ainda não conseguiu construir um protótipo funcional e "vestível" dos seus óculos RA, só tem um modelo rudimentar que apenas efetua demonstrações estacionárias, ou seja, dentro de um espaço limitado.

Tal ficou patente durante a apresentação de Zuckerberg sobre o universo metaverso e a alteração de nome da empresa em outubro passado, ainda que o conhecido CEO do Facebook, tenha afirmado que este equipamento vai "redefinir o nosso relacionamento com a tecnologia, tal como os smartphones o fizeram".

Zuckerberg tem planos ambiciosos para os seus óculos RA e, de uma forma peculiar, a sua reputação está intimamente ligada a este equipamento. De acordo com fontes ligadas a este projeto, designado internamente por Nazare, se o modelo for bem-sucedido Mark Zuckerberg conseguirá não só relançar a empresa, como ganhará o respeito dos seus funcionários e concorrentes.

Mas Zuckerberg quer ir mais longe e pretende que estes óculos RA funcionem de forma independente, sem a ajuda de uma smartphone Android ou iOS. Segundo as mesma fontes, o equipamento poderá funcionar antes com a ajuda de um dispositivo próprio que descarrega os elementos necessários de computação para o funcionamento dos óculos. Ah, um pormenor interessante: este equipamento poderá assumir a forma de um... smartphones, pois claro.

Com este modo de funcionamento, Zuckerberg pretende sair do controlo da Apple e da Google que, atualmente, ditam as regras para as aplicações móveis, graças às suas bem-sucedidas lojas de apps.

Vários projetos para o desenvolvimento de óculos inteligentes implicam investimento de milhões

O CEO do Facebook está completamente empenhado no projeto e está a gastar milhões de dólares para a concretização da sua visão. Milhões que podem demorar a recuperar, uma vez que internamente as expetativas de venda para o primeiro modelo de óculos RA da Meta são apenas de dezenas de milhar, revelam fontes próximas do projeto.

E ao mesmo tempo que trabalha no projeto Nazare, Zuckerberg tem também em andamento o projeto Hypernova. Este último tem como objetivo criar uns óculos inteligentes que podem ser emparelhados com um smartphone para mostrar mensagens e notificações. Apesar de parecer simples, o seu lançamento está previsto só para 2024.

A equipa de desenvolvimento e inovação da Meta não deve ter mãos a medir, uma vez que Zuckerberg quer também lançar modelos mais avançados dos seus óculos RA nos próximos anos. De acordo com as fontes citadas, mais dois modelos que devem chegar só em 2026 e 2028. Mas sobre estes dois projetos, não foram avançados pormenores.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira.