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Garmin, Apple ou Xiaomi? Os 8 relógios para correr em 2026

O Garmin Forerunner 265 é o melhor para a maioria, mas há escolhas para iPhone, Android e trail, e uma com GPS abaixo de 100 €.

Neste artigo

O Garmin Forerunner 265 é o relógio para correr que recomendamos à maioria: GPS multibanda, ecrã AMOLED e métricas de treino e recuperação completas, e funciona com iPhone e Android. Quem tem iPhone fica bem servido com o Apple Watch SE 3, quem tem Android com o Samsung Galaxy Watch8, e o Xiaomi Redmi Watch 6 mostra que abaixo dos 100 € já há GPS próprio.

Há ainda escolhas para quem está a começar, para quem faz trail e ultramaratona e para quem quer um relógio que também se use no escritório. Em todos olhámos para o mesmo: se o GPS acerta no ritmo e na distância, se a bateria aguenta uma maratona ou a semana entre cargas, e se as métricas dizem quando treinar forte e quando descansar.

Melhor relógio para correr

Garmin Forerunner 265

Garmin Forerunner 265
  • GPS multibanda: ritmo certo na cidade
  • Predisposição de treino todas as manhãs
  • 20 horas com GPS ligado
  • Sem mapas: não guia em trilhos

O Forerunner 265 tem GPS multibanda, que recebe dois sinais de cada satélite e mantém o traçado e o ritmo mais certos entre prédios altos e em zonas de arvoredo. Todas as manhãs dá uma pontuação de predisposição de treino, calculada a partir do sono, da recuperação, da carga acumulada e da variabilidade da frequência cardíaca, e mede a potência de corrida, o tempo de contacto com o solo e o comprimento da passada sem precisar de cinta peitoral. A Garmin anuncia até 13 dias em modo smartwatch e 20 horas com o GPS ligado.

É para quem já corre com regularidade e quer preparar uma meia maratona ou uma maratona com planos que se ajustam ao cansaço. Não tem mapas, por isso não guia por trilhos desconhecidos. Quem está a começar e não precisa destas métricas poupa com o Forerunner 165; quem faz trail precisa dos mapas do Fénix 8.

Melhor para começar a correr

Garmin Forerunner 165

Garmin Forerunner 165
  • Sugere o treino de cada dia
  • 39 g: quase não se sente
  • 19 horas com GPS ligado
  • Sem multibanda: menos rigor entre prédios

O Forerunner 165 é a porta de entrada da gama de corrida da Garmin, com o mesmo tipo de ecrã AMOLED tátil e botões do 265 numa caixa de 43 mm e 39 g. Mostra o estado de treino, sugere o treino de cada dia com base no desempenho e na recuperação, e o relatório da manhã resume o sono e a variabilidade da frequência cardíaca. Dura até 11 dias em modo smartwatch e 19 horas com o GPS ligado.

É para quem quer começar a correr com um plano e um relógio que não pesa no pulso. Falta-lhe o GPS multibanda e a predisposição de treino do 265, que fazem diferença a quem treina para tempos em provas na cidade. A versão Music guarda músicas no relógio, para correr sem o telemóvel.

Melhor para trail e ultramaratona

Garmin Fénix 8 47 mm

Garmin Fénix 8 47 mm
  • Mapas topográficos no relógio
  • Lanterna LED para correr de noite
  • Até 16 dias de bateria
  • 80 g: pesado para correr em estrada

O Fénix 8 de 47 mm é o relógio da Garmin para montanha e provas longas. Traz mapas topográficos TopoActive com relevo no próprio relógio, GPS multibanda, lanterna LED, altifalante e microfone para atender chamadas e comandos de voz sem rede. A bateria chega aos 16 dias em modo smartwatch, com ecrã AMOLED, e a caixa aguenta mergulhos até 40 metros.

É para quem faz trail, ultramaratonas e dias inteiros na serra, onde os mapas e a lanterna contam mais do que o peso. Com 80 g, é pesado para quem só corre em estrada, que fica bem servido com o Forerunner 265. Quem quer mapas e muita bateria por bastante menos tem o Amazfit Active MAX.

Melhor relógio de corrida barato

Amazfit Active MAX

Amazfit Active MAX
  • Até 25 dias de bateria
  • Mapas descarregáveis com navegação
  • Planos de treino até à maratona
  • Caixa de 48 mm: larga em pulsos finos

O Amazfit Active MAX junta o que se costuma pagar mais caro: até 25 dias de bateria, mapas de terreno descarregáveis com navegação curva a curva e 4 GB para guardar mapas e podcasts. O ecrã AMOLED de 1,5 polegadas chega aos 3000 nits e lê-se ao sol, e o Zepp Coach monta planos de treino de 3 km até à maratona, que se ajustam ao desempenho e à recuperação.

É para quem quer correr com GPS, mapas e planos de treino sem pagar um Garmin. A caixa de 48 mm é grande e fica larga em pulsos finos. Quem quer as métricas de corrida mais completas, como a potência e a dinâmica da passada, tem de subir para o Forerunner 265.

Melhor para correr e usar todos os dias

Huawei Watch GT 5 Pro 46 mm

Huawei Watch GT 5 Pro 46 mm
  • GPS fiável em todos os desportos
  • Até 14 dias de bateria
  • Mapas do percurso com zoom
  • Ecrã com pouco brilho ao sol

O Huawei Watch GT 5 Pro de 46 mm é feito em titânio com vidro de safira e passa por relógio clássico no escritório. Na nossa review, o GPS mostrou-se fiável em qualquer modo desportivo e os mapas do percurso permitem fazer zoom durante a atividade. A bateria chega aos 14 dias no máximo, e funciona com Android e iPhone.

É para quem quer um relógio que corre bem e se usa todos os dias, com fato ou de calções. O ecrã podia ter mais brilho em pleno sol. Quem quer um relógio pensado só para corredores, com mais métricas de treino, tem o Forerunner 265, e na Huawei há o Watch GT Runner 2, que analisámos na review do GT Runner 2.

Melhor para quem tem iPhone

Apple Watch SE 3 GPS 40 mm

Apple Watch SE 3 GPS 40 mm
  • Métricas da corrida em tempo real
  • Deteta quedas e chama ajuda
  • 15 minutos de carga: 8 horas
  • 18 horas: carrega todos os dias
  • Só funciona com iPhone

O Apple Watch SE 3 é a forma mais barata de ter um Apple Watch com GPS. Mostra as métricas da corrida em tempo real, tem o Workout Buddy para acompanhar o treino e deteta quedas e acidentes de carro, chamando os serviços de emergência com a tua localização. Em 15 minutos de carga ganha até 8 horas de bateria.

É para quem tem iPhone e quer um relógio para correr, receber mensagens e pagar no mesmo pulso. A bateria anunciada é de 18 horas, por isso carrega-se todos os dias, e só funciona com iPhone. Quem tem iPhone e quer bateria para a semana inteira fica melhor com o Forerunner 165 ou o 265, que também funcionam com iPhone.

Melhor para quem tem Android

Samsung Galaxy Watch8 44 mm

Samsung Galaxy Watch8 44 mm
  • Treinador de corrida com plano adaptado
  • 3000 nits: lê-se ao sol
  • GPS mais preciso do que o Watch7
  • 40 horas: carrega dia sim, dia não
  • Não funciona com iPhone

O Galaxy Watch8 de 44 mm tem um treinador de corrida que começa com um teste de 12 minutos, avalia o teu nível e propõe um plano entre 160 possíveis. Na nossa review, o GPS ficou mais preciso face ao modelo anterior e o ecrã Super AMOLED de 3000 nits lê-se bem ao sol e em plena atividade. Corre o Wear OS 6, com as apps da Google e o Gemini no pulso.

É para quem tem um telemóvel Android, sobretudo Samsung, e quer um smartwatch completo que também treina. A bateria fica-se pelas 40 horas, ou 30 com o ecrã sempre ligado, e não funciona com iPhone. Quem corre muitas horas por semana e não quer carregar a cada dois dias tem mais bateria no Forerunner 265 ou no Huawei Watch GT 5 Pro.

Mais barato com GPS

Xiaomi Redmi Watch 6

Xiaomi Redmi Watch 6
  • GPS próprio: corre sem telemóvel
  • Até 24 dias de bateria
  • Ecrã AMOLED de 2,07"
  • GPS só L1: perde-se entre prédios

O Xiaomi Redmi Watch 6 tem GPS próprio de cinco sistemas de satélites, por isso regista a corrida sem levar o telemóvel. O ecrã AMOLED de 2,07 polegadas é o maior da lista, o corpo em alumínio tem 9,9 mm de espessura, e a Xiaomi anuncia até 24 dias de bateria com uso leve. Tem mais de 150 modos desportivos e funciona com Android e iPhone.

É para quem está a começar e quer saber a distância, o ritmo e a frequência cardíaca sem gastar muito. O GPS usa só a banda L1, que se perde mais entre prédios e debaixo de árvores do que o multibanda, e não traz planos de treino nem métricas de recuperação como os Garmin. Quem quer planos e mapas por pouco mais tem o Amazfit Active MAX.

Como avaliamos relógios para correr

Começamos pelo GPS: se tem GPS próprio, para correr sem o telemóvel, e se é multibanda, o que mantém a distância e o ritmo certos na cidade e em trilhos com árvores. Depois a bateria com o GPS ligado, que é a que conta numa maratona ou num trail, e a bateria em uso diário, que diz quantas vezes por semana o relógio vai ao carregador.

A seguir vêm as métricas de treino: planos que se ajustam ao cansaço, medidas de recuperação, potência e dinâmica de corrida, e mapas para quem sai da estrada. Por fim, o ecrã, que tem de se ler ao sol e a meio de um esforço, o peso e o tamanho da caixa, e a compatibilidade com o telemóvel. Nas marcas com review nossa, os prós e contras partem do que vimos nela.

Guia de compra de relógios para correr: o que ter em conta

Preço. Abaixo dos 100 € já há relógios com GPS próprio, como o Redmi Watch 6, que chegam para registar distância e ritmo. Entre os 150 e os 250 € entram os planos de treino, os mapas no caso do Amazfit e a gama de corrida da Garmin com o Forerunner 165. Perto dos 350 € está o Forerunner 265, com GPS multibanda e métricas de recuperação. Acima dos 600 € paga-se mapas topográficos, lanterna e bateria para provas de vários dias.

GPS. Todos os relógios desta lista têm GPS próprio. A diferença está no multibanda, que usa duas frequências de cada satélite e erra menos entre prédios altos, em vales e debaixo de árvores. Para quem corre em parques abertos, o GPS normal chega; para quem treina por ritmo na cidade ou faz trail, o multibanda vale a diferença.

Autonomia com GPS. Olha para as horas com o GPS ligado e não só para os dias em modo smartwatch. Uma maratona feita em quatro horas gasta pouco de qualquer relógio desta lista, mas uma prova de trail de 50 km pode passar das oito horas, e aí a bateria e a carga de reserva contam. Os smartwatches de uso geral, como o Apple Watch SE 3 e o Galaxy Watch8, carregam-se todos os dias ou dia sim, dia não.

Uso. Na estrada, interessa o ritmo, os planos de treino e o peso. No trail, os mapas, a lanterna e a resistência da caixa. Para quem está a começar, um relógio que sugere o treino do dia ajuda mais do que dezenas de métricas que ainda não se sabe ler. Se também corres com música, confirma se o relógio guarda músicas, como o Forerunner 165 Music, e junta-lhe auriculares próprios para desporto.

Telemóvel. O Apple Watch só funciona com iPhone e o Galaxy Watch8 só com Android. Garmin, Amazfit, Huawei e Xiaomi funcionam com os dois, através das apps de cada marca. Se o relógio é mais para o dia-a-dia do que para o treino, vê também os melhores smartwatches, e se o orçamento é curto, os smartwatches baratos que valem a pena.

Perguntas frequentes

Preciso de um relógio com GPS para começar a correr?

Não é obrigatório, porque uma app no telemóvel também mede a distância e o ritmo. O relógio poupa-te a levar o telemóvel na mão ou no braço e mostra o ritmo num olhar, sem parar. Para quem quer começar a gastar pouco, um relógio com GPS próprio, como o Redmi Watch 6, chega para os primeiros meses.

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Garmin Forerunner 165 ou 265?

O 165 tem tudo o que um corredor precisa no primeiro ano: GPS, planos de treino e ecrã AMOLED. O 265 junta o GPS multibanda, a predisposição de treino e a potência de corrida. Se treinas para fazer tempos em provas na cidade, o 265 compensa; se corres para ganhar forma, o 165 chega.

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Quanto dura a bateria com o GPS ligado?

Depende muito do relógio. O Forerunner 165 anuncia 19 horas e o 265 chega às 20, o que dá para várias semanas de treinos de uma hora. Os smartwatches de uso geral gastam mais depressa, porque o ecrã e as apps também consomem. Para provas de trail de muitas horas, confirma sempre as horas com GPS e não os dias em modo smartwatch.

Um Apple Watch serve para correr?

Serve, com GPS próprio e as métricas da corrida em tempo real. O limite é a bateria: carrega-se todos os dias, e numa prova longa pode não chegar ao fim com o ecrã sempre ligado. Para quem corre três ou quatro vezes por semana e já usa iPhone, é uma boa escolha. Há outros smartwatches compatíveis com iPhone com mais bateria.

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A frequência cardíaca medida no pulso é fiável?

Em ritmo constante, os sensores de pulso dos relógios atuais aproximam-se bastante de uma cinta peitoral. Nos treinos de séries, com mudanças bruscas de ritmo, atrasam-se alguns segundos e podem falhar picos. Para treinar por zonas cardíacas com rigor, junta ao relógio uma cinta peitoral compatível; para o resto, o pulso chega.