Huawei. Lucro sobe 28% para 6.1 mil milhões de euros em 2017

Rui Bacelar
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A marca cresceu imenso durante todo o ano de 2017. Agora podemos ver todo o relatório fiscal. ©reuters

A fabricante chinesa, Huawei, publicaria os seu relatório financeiro consolidado e alusivo ao ano de 2017. Com base no documento podemos constatar qua a empresa fecharia o ano com um lucro de 7.3 mil milhões de dólares ou o equivalente a 6 mil milhões de euros em 2017. Cifra que representa um crescimento de 28% face aos valores registados em 2016.

Já por outro lado, a presença da fabricante chinesa na América do Norte e do Sul diminuiria cerca de 10.9% durante o mesmo período. No final de 2017 as operações em territórios americanos consistiam em apenas 6.5% de todo o seu volume de negócios. Situação que a Huawei quer melhorar após o difícil percurso nos EUA e as suspeitas de espionagem.

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A divisão de consumo da Huawei, responsável pelos seus smartphones, tablets e dispositivos móveis seria responsável por 40% de todas as receitas em 2017. Com efeito, seria este departamento, liderado por Richard Yu, o responsável pela porção tão significativa das receitas. Estas chegaram aos 96.17 mil milhões de dólares ou o equivalente a 78 mil milhões de euros.

Note-se que todo este departamento de dispositivos móveis (departamento mobile) da Huawei cresceria 32% em 2017, contribuindo para uma grande parte dos lucros. A otimização do desempenho deve-se em grande parte à venda de 153 milhões de dispositivos móveis Android durante todo o ano de 2017. Cumpre ainda salientar que aqui estão incluídos os números da sua sub-marca, a Honor.

Huawei cresceu 28% em 2017, €6 mil milhões de lucro

Já a diminuição da presença da Huawei nas Américas é principalmente atribuída a uma diminuição no mercado das redes e fornecedoras de serviços na América Latina. Algo que também se deve à tensa situação com os Estados Unidos da América e com toda a administração Trump. Nos últimos meses assistimos a um claro bloqueio da Huawei e seus cursos de ação no mercado norte-americano. Os sinais são claros, os EUA não querem uma Huawei a entrar no seu país. Recordamos aqui a tentativa falhada de vender os Mate 10 Pro através da AT&T no início do ano.

Smartphones representam 40% do lucro em 2017

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A fabricante chinesa apresentaria recentemente os seus novos topos de gama. ©reuters

Neste momento a posição da marca no mercado dos EUA é cada vez mais frágil, apesar de finalmente começarmos a ver uma diminuição na escalada de tensões. No último mês assistiríamos as agências FBI, NSA e CIA que, em uníssono apelaram ao boicote dos produtos Huawei. Agora, a marca tenta ganhar a confiança dos consumidores norte-americanos e também da administração Trump.

Redes e infra-estruturas continuam a ser a maior fonte de lucro

A China, o seu país natal, continua a ser o principal palco de operações da marca. Sendo esta a fonte mais de metade do lucro em 2017. Também o seu departamento de redes, equipamentos para redes e operadoras gerariam uma grande porção do lucro. Aliás, este é o departamento que mais lucro gera à marca, mais concretamente 49.3% de todos os lucros em 2017. Acredita-se que a marca continua a crescer bastante neste segmento, sobretudo agora que já começou a corrida pelo 5G.

A marca acaba também de apresentar novos equipamentos como o Huawei P20, P20 Pro e P20 Lite, o seu novo alinhamento de luxo. Não nos podemos tampouco esquecer do Huawei Mate RS Porsche Design ou até mesmo do modesto Y7 Prime (2018), isto para ilustrar o número crescente de equipamentos da marca.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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