Huawei deverá receber nova licença para negociar com empresas dos EUA

Carlos Oliveira
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No início do mês, Donald Trump anunciou um novo bloqueio a qualquer negócio entre a Huawei e empresas norte-americanas. Não obstante, a agência Reuters adianta que a empresa chinesa terá novamente direito a uma licença temporária para continuar com os seus negócios naquele país.

Segundo o que está a ser adiantado, o executivo norte-americano oferecerá à Huawei uma nova licença de 90 dias. Durante esse período, a tecnológica chinesa poderá continuar a obter produtos dos EUA sem qualquer entrave.

Isto representa um prolongamento da licença que a Huawei havia recebido em maio, aquando do primeiro bloqueio por parte do governo americano. Essa licença terminará já amanhã, mas tudo indica que nada venha a ser alterado.

Fornecimento de hardware e software garantido para os produtos Huawei

Ao abrigo desta nova licença temporária, a Huawei poderá continuar a negociar com qualquer empresa norte-americana. Seja ela a Google, Qualcomm, Microsoft, Intel ou qualquer outra.

Na prática, isto significa que a Huawei continuará a ter acesso à tecnologia da Qualcomm ou Intel para processadores. Significa ainda que as atualizações para o Android continuam garantidas.

Em suma, nada irá mudar para quem possui um smartphone ou computador da Huawei. As atualizações de segurança e sistema continuarão a ser distribuídas, pelo menos por enquanto.

Novela entre Huawei e EUA parece não ter fim

2019 tem sido um ano particularmente atribulado para a Huawei por culpa das decisões de Donald Trump. A impossibilidade de este fechar um acordo comercial com a China do seu agrado, tem feito da tecnológica chinesa um "saco de boxe".

A Huawei tem sido utilizada como moeda de troca entre as duas potências. Depois da primeira suspensão em maio deste ano, o governo americano acabou por recuar meses mais tarde.

No entanto, quando a China suspendeu a compra de produtos agrícolas dos EUA, Trump voltou a afirmar que não seriam feitos mais negócios com a Huawei. Nesse sentido, a tecnológica volta a ter um futuro incerto nas suas relações com a América.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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