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Empresa continua a crescer mas já não crescia tão pouco desde 2013

Apesar de já estar a olhar para a Apple como próxima empresa a ultrapassar, a tecnológica chinesa está a enfrentar um abrandamento no crescimento. Nem tudo terá corrido da melhor forma para a Huawei em 2017. Continuou a crescer, sim, mas já não crescia tão pouco desde 2013. O que aconteceu a esta empresa aparentemente imparável que quer ultrapassar a Apple e até mesmo a Samsung?

Depois de ter feito chegar ao nosso mercado os novos Mate 10, a Huawei está mais forte do que nunca. Os seus dispositivos são aceites pelos portugueses e algumas das suas ofertas figuram entre os 10 smartphones mais populares em Portugal segundo os dados da AppBrain. Aliás, apesar deste ranking ser dominado pela Samsung, três dispositivos da Huawei figuram entre os 10.

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Mesmo assim, de acordo com um comunicado interno a que a publicação Bloomberg teve acesso, a liderança da Huawei mostra-se algo preocupada. Mais concretamente, o líder executivo da tecnológica, Ken Hu, revelou que, em 2017, o valor das receitas subiram apenas 15%.

Huawei enfrenta um quadro de estagnação agora que se prepara para entrar no mercado norte-americano

Crescimento que lhe valeu cerca de 600 mil milhões de ienes em receitas. O equivalente a cerca de quatro mil milhões de euros. Já por outro lado, no ano transacto de 2016, a Huawei tinha crescido 32%.

São números que falam por si e que compreensivelmente fazem soar alguns alertas. Sobretudo agora que esta empresa se prepara para entrar no mercado norte-americano através da operadora AT&T. Para o 3º maior mercado mundial de dispositivos móveis leva os seus novos Huawei Mate 10.

Em 2017 a empresa terá vendido um total de 153 milhões de smartphones mas nem por isso terá evitado uma quebra de 15% no valor das receitas. Note-se que todos estes dados se baseia na carta interna que terá sido remetida por Ken Hu, o atual líder executivo desta empresa.

Huawei Apple
O segmento de redes e telecomunicações é a principal fonte de receita para a Huawei

A Huawei tem a sua sede na província de Shenzhen, China e possui uma vasta rede de atividades geradoras de receita. Uma delas, e até à data a maior fonte de rendimento são os seus serviços de rede de telecomunicações. Fonte esta que está a enfrentar um período de estagnação.

Huawei terá vendido 153 milhões de smartphones em 2017

De acordo com um dos representante da marca este é efetivamente a principal causa do abrandamento no crescimento.

Segundo esta fonte “O negócio da nossa operadora foi afetado pelas tendências de investimento, mas mantém-se estável.” Confirmando a assim a principal culpada deste quadro de notória estagnação. A construção da infra-estrutura de redes de próxima geração ainda não terá arrancado. O futuro? Esse passará pelo 5G.

Segundo este mesmo executivo da Huawei “as constantes flutuações dos mercados têm promovido, no seio da gigante tecnológica, uma cultura de alianças com outras operadoras para que sejam aproveitas novas oportunidades“.

Estagnação dos serviços de rede de telecomunicações causam este abrandamento no crescimento da Huawei

Enquanto se preocupa em afastar as rivais chinesas como a OPPO, Vivo, Xiaomi, entre outras, a tecnológica de Shenzhen terá que revitalizar o seu segmento de redes e telecomunicações. Pelo menos enquanto a construção da próxima geração de redes não começar. Veja-se as inovação do 5G, aqui.

A marca continua a ter um vasto leque de ofertas no que diz respeito aos smartphones. Com produtos premium, sem sacrificarem a relação custo / benefício. Uma estratégia que tem dado bons frutos em todo o mundo. O seu próximo palco de operações serão os Estados Unidos da América. Será também um dos maiores desafios da Huawei até à data.

Já por outro lado, se olharmos para o grupo Huawei Consumer Group. O seu departamento de smartphones, tablets e relógios inteligentes, aí o panorama é bem positivo. Mais concretamente, este departamento deverá crescer cerca de 30% face a 2016. Totalizando cerca de  236 mil milhões de ienes em 2017 – equivalente a cerca de 30 mil milhões de euros.

Já a título de curiosidade, esta empresa foi fundada em 1987 por um antigo engenheiro militar de seu nome Ren Zhengfei. Desde a sua fundação a Huawei já se tornou na maior construtora de dispositivos móveis no seu país natal. É também a terceira maior construtora a nivel mundial, logo atrás da Apple segundo os dados da IDC.

Para alcançar a Apple, a Huawei apostará no segmento premium

Para o futuro, a Huawei continuará a apostar cada vez mais nos dispositivos premium. Este será uma das suas estratégias para alcançar a Apple, o seu grande objectivo.

Aliás, durante um curto período de tempo, durante este Verão, a Huawei ultrapassou a Apple em número de smartphones vendidos. Posição que seria recuperada pela Apple pouco depois. Agora, a Huawei está novamente concentrada em ultrapassar a sua rival, Apple.

Neste comunicado o CEO não terá detalhado as especificidades do crescimento da empresa. Tal deverá acontecer em breve com a divulgação do relatório oficial de contas. Note-se que em 2016 a empresa também se comprometeu a reduzir os custos operacionais, cortando excessos para melhorar a rentabilidade. Alertou ainda para a perigosidade do otimismo cego e frisou bem a tolerância zero para com a corrupção.

E tu, acreditas que a Huawei consiga ultrapassar a Apple num futuro próximo? Deixa-nos a tua opinião abaixo, na seção dos comentários.

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Viaeco
Fontebloomberg
Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).