O criador de "Baby Reindeer" está de volta. Richard Gadd, o responsável por uma das melhores obras de sempre da na Netflix, regressou ao streaming na última semana com a sua nova minissérie na HBO Max: "Half Man".
Trata-se de uma produção com seis episódios, sendo que ao contrário do que acontece na Netflix, só sai um episódio por semana, neste caso às quintas-feiras. Para além de ser o criador, Gadd é também um dos protagonistas, juntamente com Jamie Bell.
Como detalham os dados do FlixPatrol, neste momento é a quinta mais vista a nível global, sendo expectável que nos próximos dias atinja o top-3, sendo difícil superar "Euphoria" e "The Pitt".
Qual o enredo?
A história acompanha Niall e Ruben, dois rapazes que crescem juntos nos anos 80 depois de as suas mães iniciarem uma relação. Não são irmãos de sangue, mas tornam-se inseparáveis: unidos por contextos familiares difíceis, pela violência que os rodeia e por uma ligação emocional muito intensa.
Décadas mais tarde, reencontram-se no casamento de Niall. Mas algo está claramente errado. A partir desse momento, a narrativa salta entre o passado e o presente para mostrar como aquela relação evoluiu, se deteriorou e se tornou destrutiva e difícil de abandonar.
Tal como em "Baby Reindeer", a obra mergulha em temas como masculinidade tóxica, abuso, trauma de infância e dependência emocional, num tom que não poupa o espectador.
Já vi o primeiro episódio
O primeiro episódio cumpre o que promete em termos de atmosfera e de construção de personagens. A relação entre Niall e Ruben está bem estabelecida desde o início e Richard Gadd confirma que sabe criar histórias com peso emocional real.
No entanto, e sendo honesto, o arranque carece de ritmo suficiente para prender verdadeiramente o espectador. Falta aquele elemento que te faz 'aziar' por ter de esperar mais uma semana pelo próximo episódio. A minissérie tem potencial, mas ainda não mostrou a chama que fez de Baby Reindeer um fenómeno global.
O que diz a crítica no Rotten Tomatoes?
Half Man soma atualmente 74% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, somando muitos elogios.
"É também mais perturbadora que sua antecessora; cada faísca de humor negro é extinta por uma torrente de desespero. Saí comovido – devastado, na verdade – mas ambivalente sobre se a recompensa valeu a pena o sofrimento", escreve a TIME Magazine.
Já o The Guardian não se alongou muito. "É uma obra sombria e brilhante", dando-lhe cinco estrelas em cinco possíveis.
A forma como "Half Man" compreende essa dinâmica com tanta precisão a torna uma série imperdível, mesmo com algumas ressalvas ao longo do caminho, apresentando-se, em última análise, como uma experiência singular que fica na memória", aponta o The Wrap.
